terça-feira, 8 de março de 2016
domingo, 28 de fevereiro de 2016
PROJETO "É POSSÍVEL"
Projeto "É Possível !"
Objetivo: Desenvolvimento humano, comunitário e urbano do Conjunto Habitacional Miguel Gustavo, Senador Camará, Rio de Janeiro.
Parceiros:
- Laboratório de Gerenciamento de Projetos de Engenharia Urbana (LaGPEU/Poli - UFRJ);
- CMS Silvio Barbosa CAP 5.1;
- Flizo
Neste sábado 27/2 ,
houve um grande encontro com os Engenheiros, Arquitetos, Geógrafos e Sociólogos,
profissionais da UFRJ do grupo LAGPEU ( Laboratório de Gerenciamento de Projetos
de Engenharia Urbana ), Flizo e usuários e profissionais do Cms Silvio Barbosa Cap
5.1, com objetivo de juntos desenvolvermos um projeto de melhoria ao nosso
Território
Um sábado rico em aprendizagem com nossa equipe do
LaGPeu, sob o comando da professora Claudia Pfeiffer, o a equipe do CMS Silvio
Barbosa CAP 5.1, sob o comando do amigo Mariano, e a Flizo, sob o comando
do Binho Cultura,
e a comunidade.
Vamos avançar para melhoria da
comunidade.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
ENCONTRO CRIA GRUPOS PARA AÇÕES IMEDIATAS COM FOCO NO TURISMO
Estivemos participando do ENCONTRO DE AVALIAÇÃO DE TURISMO
DE CABO FRIO....
ENCONTRO CRIA GRUPOS PARA AÇÕES IMEDIATAS COM FOCO NO
TURISMO
Cabo Frio (RJ), 24 de fevereiro de 2016 – Mais de 80
empresários e autoridades lotaram, ontem à noite, um dos salões do Malibu
Palace Hotel, para a realização do I Encontro de Avaliação do Verão de Cabo
Frio, uma realização do Conventions & Visitors Bureau de Cabo Frio com a
Associação de Hotéis de Turismo da cidade, e apoio de entidades como Sebrae,
Acirb e Acia. O objetivo era enumerar e discutir ações que deram errado no
último verão, corrigindo-as não apenas para a próxima temporada mas,
principalmente, para os próximos feriados prolongados, como o da Semana Santa.
Para isso, dois grupos de trabalho foram criados e devem se reunir ainda esta
semana para buscar soluções para dois dos principais problemas que mais afetam
o turismo de forma negativa: a falta de regulamentação do acesso dos ônibus de
excursão e das casas de aluguel para temporada, e a desorganização com relação
aos ambulantes que atuam nas praias da cidade.
O evento, mediado pelo jornalista Sidnei Marinho, foi aberto
pelos anfitriões, Maria Inês Oliveros (presidente do Conventions & Visitors
Bureau) e Carlos Cunha (presidente da Associação de Hotéis e Turismo), que após
explicarem o objetivo do encontro e apresentarem a pauta, passaram a palavra
aos outros componentes da mesa - representantes de entidades de classe do trade
turístico -, e abriram os microfones para participação do público no debate
sobre “casas de temporada e ônibus de excursão”.
- Como presidente da Associação de Hotéis é importante
deixar claro que as casas de aluguel para temporada não geram nenhum tipo de
concorrência para a rede hoteleira porque trata-se de público diferente. O que
motiva essa discussão é a regulamentação deste serviço. Não dá pra concordar,
por exemplo, com o aluguel de uma quitinete para 20 pessoas onde essas pessoas
trazem tudo de casa, desde botijas de gás a compras de mercado, e não consomem
nem geram nenhum tipo de renda para a cidade. Esse é o tipo de coisa que
precisa de ordem até, mesmo, por questão de segurança dessas pessoas – comentou
Carlos.
Presidente da Asaerla, o engenheiro Luciano Silveira
reforçou o discurso de Carlos Cunha lembrando que, para trabalhar com grande
número de hóspedes, “essas casas precisam se adequar a uma série de questões
como ter saídas de emergência, além de ter rede de água, luz e esgoto
adequadas”.
- Essa é uma discussão antiga e cada vez mais atual. Desde
2013 lutamos por esta regulamentação. Chegamos a elaborar um documento, na
época, junto com o Ministério Público, que foi entregue à Prefeitura, mas que
até hoje não foi para a Câmara para ser regulamentado – alertou.
Em resposta, o Superintendente da Defesa Civil de Cabo Frio,
Márcio Soren, informou que o documento ainda não foi regulamentado porque
precisa de algumas alterações que devem ser feitas ainda este ano.
- Não é possível regulamentar o aluguel de casas
particulares, por isso temos que criar uma lei complementar de turismo que
transforme essas casas em casas comerciais, permitindo a fiscalização tanto por
parte da Defesa Civil quanto do Corpo de Bombeiros. Já iniciamos esse processo,
e me comprometi com o Ministério Público de estar com esse assunto resolvido já
para o próximo verão.
Um dos itens dessa regulamentação tem haver com a
ocupação, sendo permitida somente uma pessoa por m² de área construída. E após a
publicação desta lei, caberá à Defesa Civil fazer essa fiscalização – explicou.
Com relação à regulamentação da entrada dos ônibus de
excursão, Radamés Muniz, da Federação dos Conventions Bureaus, sugeriu que para
cada veículo que venha para a cidade seja emitido um DAM (Documento de
Arrecadação Municipal) com valores diferentes para quem traz turista para
hotel, para casa de temporada, e outro maior para quem não for cadastrado no
sistema. Sugeriu, ainda, que seja criado um programa de descontos para as empresas
de transporte de turistas que incentivem seus clientes a gastarem no comércio
de Cabo Frio. Superintendente de Turismo, Luane Ferreira também participou da
discussão, anunciando que acaba de ser sancionada lei municipal que obriga às
empresas de transporte de turistas a terem um guia turístico local.
- A partir dessas discussões, criamos um grupo de trabalho
que será responsável por efetivar as ações que organizem, desde já, a entrada
desses ônibus de excursão em Cabo Frio, com o cadastro no DAM, com a
obrigatoriedade da contratação de guias de turismo da cidade, e com a criação
do programa de descontos para quem consumir na cidade – anunciou Carlos Cunha,
lembrando que a primeira reunião de trabalho será agendada ainda para esta
semana.
O segundo assunto discutido foi com relação a falta de
organização dos ambulantes que atual nas praias de Cabo Frio. A reclamação mais
comum levantada pelos empresários foi com relação à falta de fiscalização do
serviço. Secretário de Meio Ambiente, Serviço Público e Ordem Pública, Jailton
Dias Nogueira lembrou que a previsão era trabalhar com 270 na fiscalização,
“mas uma determinação do Ministério Público cancelou todos os contratos e
ficamos somente com 50 pessoas atuando no primeiro e segundo distritos da
cidade”. Mesmo assim, informou que nesta quinta-feira estará avaliando todas as
licenças concedidas, e que pretende demarcar a área de atuação de todos os
ambulantes.
- Minha proposta é marcarmos uma reunião com vocês, na
próxima semana, somente sobre este assunto, para que juntos possamos resolver
esta questão já para a Semana Santa – sugeriu o secretário, que junto com
outros empresários integra um grupo de trabalho criado para regulamentar este
assunto, criando obrigatoriedades para os novos ambulantes licenciados como a
necessidade de uniforme e de lixeiras.
Para a anfitriã e presidente do Conventions & Visitors
Bureau de Cabo Frio, Maria Inês Oliveros, o saldo do I Encontro de Avaliação do
Verão foi bastante positivo.
- Foi muito bom ver o auditório lotado, e os empresários e
autoridades se dispondo não só a discutir, mas a participar das ações propostas
para que elas tenham impacto imediato. Acho que o caminho é esse mesmo, mas a
discussão não acabou. O Convention e a Associação de Hotéis farão outros
encontros porque existem, ainda, muitas outras questões que precisam ser
resolvidas, e como nosso objetivo é sair do debate e partir para ações
práticas, achamos melhor dividir os encontros por temas. Em nossa pauta ainda
temos a questão dos trios elétricos, dos flanelinhas, das lixeiras nas praias
entre outros assuntos – anunciou Maria Inês.
Também participaram do encontro o deputado estadual Janio
Mendes, Ricardo Guadagnin (Firjan), Carlos Victor Mendes (representando o
deputado federal Marcos da Rocha Mendes), Mariel Dantas (Comissão de
Gastronomia), os vereadores Fred e Adriano, Dirlei Pereira (presidente do CDL)
e capitão Buarque (representando o comandante do Corpo de Bombeiros de Cabo
Frio) entre outras entidades e autoridades.
Fonte:
Fenix Comunicação e Eventos
sábado, 13 de fevereiro de 2016
Racismo em tempos modernos
Basta um negro chegar ao ‘lugar do branco’, que ele
se transforma em um bicho exótico no zoológico do preconceito
POR LEONARDO DALLACQUA DE CARVALHO
Democracia racial costuma ser um termo
utilizado no Brasil por quem acredita na inexistência de preconceito de cor.
Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença
dessa crença muito debatida no século anterior.
Dentro da lenda da democracia racial,
seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de
preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem
guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente
após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada
por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das
questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da
negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
No habitat virtual
emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares
próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver.
Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge
para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y.
Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É
como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio
extermínio. Mas há quem faça.
Essa parcela da população foi
adestrada, em partes, por subprodutos do pop virtual que flertam com posições
racistas e fascistas. São guiados por jovens eleitos por vídeos do YouTube e
seu arsenal de chavões e senso comum que deságua na opinião de um coletivo defensor
da autoridade desse discurso. Sem muita afinidade com bibliografias e o mundo
acadêmico, tornam-se inteligíveis para aqueles que necessitam de textos prontos
para ruminar em suas páginas pessoais na pura ânsia de mascarar seus
verdadeiros preconceitos.
São os mesmos que tentam buscar em
Zumbi ou na Diáspora Africana, fruto do emparelhamento da mão de obra
escravizada no Brasil durante séculos, a justificativa tacanha de que “negros
negociavam escravizados”. Sendo assim, tudo bem, obrigado, voltamos para o zero
a zero moral. Desconhecem a história, suas ferramentas de análise e as
condições de cada contexto.
Em suas mastodônticas moralidades,
acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a
estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual
não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das
divisões sociais. Divisões que sobrevivem. Como pouco entendem do passado,
pensam que as ações no país devem se resumir à sua existência. Além da
ignorância dos processos históricos, há também o egoísmo latente.
Não tão raros, existem indivíduos que
atribuem o direito a uma sociedade racial igualitária a partidarismos. Na alto
do analfabetismo político, conferem a movimentos de esquerda o tema do racismo
como pauta da ordem do dia. Como se a igualdade social pertencesse a grupos, e
não ao todo.
Por fim, no submundo da “vergonha
alheia” estão os que dizem sofrer “racismo inverso”. Que o peso da seleção
natural recaia sobre esses sujeitos. Basta um negro chegar ao “lugar do
branco”, que ele se transforma em um bicho exótico no zoológico do preconceito.
Pinçam esse indivíduo do anonimato para justificar a inexistência de preconceito
e desigualdade. Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se
declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o
grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não
representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio.
Enquanto continuarem a buscar nas
exceções o argumento a favor da democracia racial, prova-se que a sociedade é
ainda mais desigual do que se imagina. Não tão distante, ainda sobrevive a
frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos
e depois prova-se a inferioridade moral e biológica do negro pelo fato de ele
ser engraxate”.
Leonardo
Dallacqua de Carvalho é historiador e pesquisador
http://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034#ixzz404f3dlBu
terça-feira, 9 de fevereiro de 2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Carro Abandonado na Rua Los Angeles, Jardim Olinda - Cabo Frio.
Alô autoridades de Cabo Frio !!!
Esse carro está abandonado na Rua Los Angeles, bairro Jardim Olinda há vários meses.
Está com vidro quebrado e se chover, acumula água e lá vem a "dengosa", "seu chico cunha" ou a "dona Zika".
Autoridades de Cabo Frio, vamos resolver essa situação ??
Se cair uma chuva com esses pneus ali, um abraço, Dengue e Zika pra dar e vender. (Rua Los Angeles, Jardim Olinda - Cabo Frio)
Sabemos que a Prefeitura de Cabo Frio não tem cumprido seu papel de manter a cidade limpa e organizada.
No entanto, a população também tem que ajudar.
Vejam a situação da Rua Los Angeles, agora tarde (06/02/2016), no bairro Jardim Olinda. Se cair uma chuva com esses pneus ali, um abraço, Dengue e Zika pra dar e vender.
Atenção comunidade vamos ajudar, precisamos de ajuda de todos !!!
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
EM DEFESA DA ENGENHARIA NACIONAL
A audácia do TCU contra os acordos de leniência
Os
acordos de leniência são a forma de evitar que a Engenharia Nacional seja
sucateada e que
centenas de milhares de trabalhadores percam o emprego.
Em artigo anterior cometi o erro de atribuir à Procuradoria Geral da República
a iniciativa de contestação da medida provisória editada em dezembro pela
Presidenta para regular os acordos de leniência – isto é, o marco jurídico
pelo qual empresas envolvidas na Lava Jato, por exemplo, podem estabelecer
acordos com o poder público para continuar trabalhando com órgãos do
Governo mediante colaboração com a Justiça na admissão de irregularidades.
A iniciativa não foi do Ministério Público. Foi da infame Procuradoria do TCU.
a iniciativa de contestação da medida provisória editada em dezembro pela
Presidenta para regular os acordos de leniência – isto é, o marco jurídico
pelo qual empresas envolvidas na Lava Jato, por exemplo, podem estabelecer
acordos com o poder público para continuar trabalhando com órgãos do
Governo mediante colaboração com a Justiça na admissão de irregularidades.
A iniciativa não foi do Ministério Público. Foi da infame Procuradoria do TCU.
A revolta do TCU com a medida provisória é ter ficado de fora das negociações
dos acordos. Só poderá pronunciar-se depois do acordo pronto. Ele queria
meter o bedelho lá dentro ainda no processo de negociação. Isso significa que,
a seu ver, não seria suficiente envolver nos acordos o Ministério Público
Federal, a Advocacia Geral da União e a Controladoria Geral da União. Para o
acordo ser honesto, a participação de todos esses órgãos não basta. Precisa
do próprio TCU. Detalhe: TCU não é órgão do Judiciário. É um simples
coadjuvante do Congresso Nacional no processo de avaliação de contas do
Governo. Não tem poder decisório. Portanto, não há qualquer razão para se
meter nos acordos de leniência.
dos acordos. Só poderá pronunciar-se depois do acordo pronto. Ele queria
meter o bedelho lá dentro ainda no processo de negociação. Isso significa que,
a seu ver, não seria suficiente envolver nos acordos o Ministério Público
Federal, a Advocacia Geral da União e a Controladoria Geral da União. Para o
acordo ser honesto, a participação de todos esses órgãos não basta. Precisa
do próprio TCU. Detalhe: TCU não é órgão do Judiciário. É um simples
coadjuvante do Congresso Nacional no processo de avaliação de contas do
Governo. Não tem poder decisório. Portanto, não há qualquer razão para se
meter nos acordos de leniência.
Por que então a insistência insolente do TCU em enfiar-se nos acordos? Se
derem uma olhada no prontuário de muitos conselheiros federais e estaduais dos
TCs, verão que os controladores de contas não raramente confundem contas
públicas com contas pessoais. De fato, há uma grande ingenuidade na opinião
pública ao pensar que, diferentemente de outras instituições do Estado, o TCU
é um reservatório de honestidade. Alguns deles são tão corruptos quanto
os controlados. A maioria certamente não resistiria a 10% de uma Lava Jato!
derem uma olhada no prontuário de muitos conselheiros federais e estaduais dos
TCs, verão que os controladores de contas não raramente confundem contas
públicas com contas pessoais. De fato, há uma grande ingenuidade na opinião
pública ao pensar que, diferentemente de outras instituições do Estado, o TCU
é um reservatório de honestidade. Alguns deles são tão corruptos quanto
os controlados. A maioria certamente não resistiria a 10% de uma Lava Jato!
Anos atrás fui assessor do jurista João Luís Duboc Pinaud na Secretaria de
Justiça do Rio. Ele conseguira recursos federais para construir um grupo de
presídios de porte médio no Rio, mas não conseguia de forma alguma liberá-los
para aplicação no Estado. O TCE não deixava. Fazia várias exigências para
aprovação do edital – o que já é uma aberração, pois o tribunal é de contas,
não de editais. Em determinado momento, deduzimos que queriam dinheiro.
Não havia como a gente dar, e não aceitaríamos dar através de empreiteiras que
construiriam os presídios, tal como queriam. Resultado: a obra não saiu.
Justiça do Rio. Ele conseguira recursos federais para construir um grupo de
presídios de porte médio no Rio, mas não conseguia de forma alguma liberá-los
para aplicação no Estado. O TCE não deixava. Fazia várias exigências para
aprovação do edital – o que já é uma aberração, pois o tribunal é de contas,
não de editais. Em determinado momento, deduzimos que queriam dinheiro.
Não havia como a gente dar, e não aceitaríamos dar através de empreiteiras que
construiriam os presídios, tal como queriam. Resultado: a obra não saiu.
Os membros dos TCs, tanto no plano federal quanto no estadual, são, em geral,
recrutados entre políticos que perderam os mandatos ou patrocinados por
políticos corruptos. É uma vergonha nacional, um acinte à sociedade brasileira. A
maioria não se dá o trabalho de escrever um parecer. Todo o trabalho é feito
por assessores, remunerados com salários escandalosos e com oportunidades
de negociatas. Atualmente, tendo em vista o derretimento geral das instituições,
eles se aproveitam das circunstâncias para não só ganharem dinheiro mas também
obterem vantagens com politicagem, como esse ataque à MP.
recrutados entre políticos que perderam os mandatos ou patrocinados por
políticos corruptos. É uma vergonha nacional, um acinte à sociedade brasileira. A
maioria não se dá o trabalho de escrever um parecer. Todo o trabalho é feito
por assessores, remunerados com salários escandalosos e com oportunidades
de negociatas. Atualmente, tendo em vista o derretimento geral das instituições,
eles se aproveitam das circunstâncias para não só ganharem dinheiro mas também
obterem vantagens com politicagem, como esse ataque à MP.
A alegação, no caso da leniência, de que a iniciativa da Procuradoria do TCU
visa proteger o interesse público é cínica. É brincar com os interesses da sociedade.
Os acordos de leniência são a forma de evitar que a Engenharia Nacional seja
sucateada e que centenas de milhares de trabalhadores percam o emprego.
Em vários artigos defendi que, tendo em vista irregularidades cometidas, é
fundamental separar empresário de empresas. Empresas, para proteger
tecnologia, capacidade construtiva e empregos, devem ser mantidas. Já os
empresários devem pagar pelas irregularidades. É isso que visa o acordo de
leniência na forma da MP baixada por Dilma, até mesmo com certo atraso, mas
com indiscutível apoio social.
visa proteger o interesse público é cínica. É brincar com os interesses da sociedade.
Os acordos de leniência são a forma de evitar que a Engenharia Nacional seja
sucateada e que centenas de milhares de trabalhadores percam o emprego.
Em vários artigos defendi que, tendo em vista irregularidades cometidas, é
fundamental separar empresário de empresas. Empresas, para proteger
tecnologia, capacidade construtiva e empregos, devem ser mantidas. Já os
empresários devem pagar pelas irregularidades. É isso que visa o acordo de
leniência na forma da MP baixada por Dilma, até mesmo com certo atraso, mas
com indiscutível apoio social.
*Jornalista e economista, doutor pela Coppe/UFRJ, autor de “Os Sete Mandamentos do Jornalismo
Investigativo”, Ed. Textonovo, SP, 2015.
Inicialmente publicada na Carta Maior.
terça-feira, 17 de novembro de 2015
CARTA AO PREFEITO DE CABO FRIO - Do cidadão na luta por direito ao direito de luta do cidadão
Do cidadão na luta por direito ao direito de luta do cidadão
Quando um cidadão luta por um direito, é porque este lhe foi negado. Simples assim.
A inversão de valores neste país, que dizem democrático, é tão grande quanto o descaramento dos que, à frente dos órgãos decisórios, o transformam na mais infame das autocracias. Em nosso município não está sendo diferente. Raríssimos são os que não refletem a imagem do macro sistema.
Pode parecer frase pronta, um simples jargão ou, até mesmo, uma pérola extraída do limbo do senso comum, mas estão nos fazendo acreditar que o caos, aqui em nossa cidade, é realmente a ausência de organização. É o colapso urbano.
![]() |
| OPINIÃO | "O meu sindicato me representa e é meu intermediário", declara professor da rede pública de Cabo Frio |
Mesmo sendo cidadão cabofriense, educador há 25 anos e, assim, com muito orgulho, tendo participado da formação escolar/acadêmica de muitos que hoje são colegas e tendo assumido no início deste ano a função de Gestor Escolar, democraticamente eleito pela comunidade escolar num pleito acirradíssimo, não posso me calar, em nome desse histórico, dessa metade de minha vida dedicada a essa cidade e permitir que o prefeito fale dos diretores (grupo a que pertenço hoje e por mais dois anos) como se fôssemos debiloides, mancomunados com ele como aqueles que foram "indicados" e que, por isso, como pensa o senhor prefeito, lhe deve obediência cega, surda e muda.
Não sou desorganizado, senhor prefeito, sou "orgânico". Não sou isolado no mundo, não estou sozinho, pertenço a uma categoria e esta me representa com muito orgulho. O meu sindicato me representa e é meu intermediário.
Ah, prefeito, também sou moleque e idiota como todos os meus companheiros de luta e não sou "iluminado" por estar diretor, antes disso, sou educador.
FRANCISCO CARLOS DE MATTOS, professor da rede pública de Cabo Frio.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
CARTA ABERTA A POPULAÇÃO CABOFRIENSE (de um professor da rede pública municipal publicada nas redes sociais).
Cabo Frio, 09 de novembro de 2015
Prezados (as),
Sou professor contratado do Município de Cabo Frio e afirmo a você sem medo de errar: Você não sabe o que está acontecendo com a Educação de nossa cidade! Você é pai de aluno, cidadão cabofriense, ou seja quem for, me de 5 minutos da sua atenção.
Antes de mais nada, não estou aqui para denegrir a imagem de ninguém. Estou desabafando e escrevendo palavras que a maioria dos meus semelhantes gostaria de externar mais não pode. Sim, não pode. São experiências. Tire suas próprias conclusões.
Eis meu desabafo...
Você já trabalhou de graça? Seu salário veio com erro de 900,00; 500,00 ; 200,00 reais? Por meses consecutivos? Pois é... Acontece com uma freqüência incrível. Comigo já aconteceram 8 vezes. Como resolve isso? Vá ao RH! Ok, irei. – “Desculpe senhor, você terá que ir ao RH da sua secretária”, _ “Professor, a culta é da sua diretora que não nos enviou a folha de ponto corretamente.” – “Eu enviei sim!!! Olha aqui a prova...” – “Professor, somente mês que vem vira a diferença”. A era pra eu receber 780,00 reais que me restavam, recebi 530,00... quanto maior o salário, maior o desconto em folha...
Na Secretaria de Educação é assim: Se vai pra lá, é bom levar um livro. Quem já perdeu um dia lá levanta a mão!!! Certa vez, estava eu esperando para ir ao RH (meu pagamento veio errado por sinal), 8 mulheres muito bem vestidas saíram de la entraram numa van da SEME, todas funcionárias, todas passaram por cerca de quinze professores aguardando na fila, nem um olhar, nem um bom dia, nem um aceno com a cabeça... Educação...
Além de dar aula, fazemos relatório, entregamos documentos, atendemos pais, fazemos cursos obrigatórios, trabalhamos as vezes 11 a 12 horas num dia... Mas acredite, esse é o menor dos problemas. Não posso questionar, se não for compreendido, sou “devolvido”. Não posso expor minha opinião, alguém pode ir falar que estou sendo contra o governo que me empregou, ai posso ser demitido. Não posso discordar, muito menos curtir uma postagem no facebook de alguém que falou a verdade porém contra o governo, posso perder meu contrato. Aderir uma paralisação do sindicato, não seja louco, no outro dia você estará na rua. E engolindo sapo nós caminhamos... Isso me lembra algo, ditadura!
Posso rasgar o verbo? Não venha dizer que os professores são fundamentais e que a educação é primordial. Vocês não se importam conosco. Dignidade, ok, vou me segurar pra não escrever besteira. “Todos pela Educação” era o lema. Não precisava ser todos, somente nossa Secretaria. Somente nossa secretária ( que nesse mês disse: “Quer transparência, vá a justiça” numa reunião com professores). Somente nosso prefeito.
Estamos cansados. Estamos endividados. Estamos desmotivados. Estamos pedindo socorro.
Ass: Não tenho nome, preciso do meu emprego.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
Quadrinho didático desconstrói falácia da 'meritocracia'
Meritocracia?
De forma quase didática, um ilustrador
australiano resumiu bem como a ideia de que as pessoas
têm as mesmas oportunidades não é verdadeira.
australiano resumiu bem como a ideia de que as pessoas
têm as mesmas oportunidades não é verdadeira.
É muito comum no Brasil, principalmente
depois da ascensão de parte da população com
os programas de transferência de
renda do governo, algumas pessoas recorrerem ao
conceito de "meritocracia”.
Essa ideia é, normalmente, utilizada
para criticar as medidas sociais usando a justificati-
va de que todos têm as
mesmas oportunidades ebque o mérito verdadeiro – o sucesso
profissional, por
exemplo – depende unica e exclusivamente do esforço individual.
De modo simples e quase didático, o
ilustrador australiano Toby Morris consegue des-
construir esse conceito. Por
meio de duas histórias distintas, em um quadrinho intitula-
do "On a Plate” [em
português, De Bandeja], Morris resume bem a condição a que muitos
estão submetidos e expõe os privilégios que os defensores da meritocracia carregam
consigo e não enxergam.
Confira a versão com a tradução livre
feita pelo Catavento.
É muito comum no Brasil, principalmente
depois da ascensão de parte da população com
os programas de transferência de renda do governo, algumas pessoas recorrerem ao
conceito de "meritocracia”.
os programas de transferência de renda do governo, algumas pessoas recorrerem ao
conceito de "meritocracia”.
Essa ideia é, normalmente, utilizada
para criticar as medidas sociais usando a justificati-
va de que todos têm as mesmas oportunidades ebque o mérito verdadeiro – o sucesso
profissional, por exemplo – depende unica e exclusivamente do esforço individual.
va de que todos têm as mesmas oportunidades ebque o mérito verdadeiro – o sucesso
profissional, por exemplo – depende unica e exclusivamente do esforço individual.
De modo simples e quase didático, o
ilustrador australiano Toby Morris consegue des-
construir esse conceito. Por meio de duas histórias distintas, em um quadrinho intitula-
do "On a Plate” [em português, De Bandeja], Morris resume bem a condição a que muitos
estão submetidos e expõe os privilégios que os defensores da meritocracia carregam
consigo e não enxergam.
construir esse conceito. Por meio de duas histórias distintas, em um quadrinho intitula-
do "On a Plate” [em português, De Bandeja], Morris resume bem a condição a que muitos
estão submetidos e expõe os privilégios que os defensores da meritocracia carregam
consigo e não enxergam.
Confira a versão com a tradução livre
feita pelo Catavento.
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Inscrições abertas para Cursos Técnico da Escola Municipal Politécnica Antônio Luiz Pedrosa (Araruama) no ano de 2016
Como Inscrições PARA O Concurso de Seleção estao Abertas!
Como Inscrições parágrafo um Realização da prova de Seleção Serao realizadas na Secretaria da Escola Politécnica Municipal Antônio Luiz Pedrosa:
Locais: Centro Empresarial Delfim Carvalho - Av. Brasil nº 10 - 3º andar - Centro - Araruama - RJ
Período: 01 a 30 de outubro de 2015
Horário: das 8h às 21h, de Segunda à sexta-feira
Para inscrever-se na Prova de Seleção, o Candidato must:
a) ter Concluído o Ensino Médio OU Estar Cursando O Último ano, Cursos parágrafo OS subsequentes (pós-médio);
b) Estar Cursando Segunda OU Terceira série do Ensino Médio em regular Outra Unidade Escolar parágrafo OS Cursos concomitantes;
c) Dirigir-se à Secretaria da Escola Politécnica Para efetivar a Inscrição, Apresentando OS seguintes Documentos:
- Original e Cópia do RG UO CNH;
- Originais e copia fazer CPF;
- Originais e copia fazer comprovante de Residência Atualizado;
d) responsabilizar-se Pelas INFORMAÇÕES prestadas no ato da Inscrição.
Nenhum ato da Inscrição, o Candidato must Efetuar a Doação, se Possível para, de 01 (um) quilograma de alimento perecível NÃO Que Será doado uma Instituição Filantrópica Uma fazer município de Araruama.
Pará Maiores INFORMAÇÕES, leia o Edital do Concurso de Seleção 2016!
http://www.politecararuama.com.br/v2/wp-content/uploads/2015/10/Edital_Selecao_Escola_Politecnica_2016.pdf
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