segunda-feira, 28 de maio de 2012

PT vai indicar o vice na chapa de Jânio Mendes (PDT) em Cabo Frio


Por: Bruno Villa em 28/05/12 17:54

Para fugir à regra, o PT conseguiu decidir seu rumo eleitoral, em Cabo Frio, sem provocar polêmicas.
O diretório municipal resolveu, por unanimidade, apoiar a candidatura do deputado estadual Jânio Mendes (PDT) à prefeitura. O partido vai indicar o vice na chapa do moço.
A coligação que apoia Mendes conta com sete partidos. Além PT, estão com o deputado o PV, PSDC, PHS, PMN e PPL.
O governador Sérgio Cabral já declarou que o parlamentar, um dos principais defensores do governo na Assembleia Legislativa, é o seu candidato, mas o vereador peemedebista Alfredo Gonçalves quer disputar a prefeitura.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Capotamento na Estrada Usina em Buzios

Um bugre, placa LBH 9656 de Armação Búzios, capotou nessa manhã na Estrada da Usina, direção centro de Búzios, em frente ao Kart Indor. 

O acidente ocorreu por volta das 8:30hs e segundo populares o motorista de nome Márcio, de aproximadamente 25 anos, estava muito alcoolizado e teria perdido controle subindo no meio-fio e capotado.

A Guarda-Municipal da cidade agiu rápido no atendimento as vítimas. A ocorrência ainda está em aberto, pois o motorista e a carona foram levados para o Hospital Municipal.






O veículo ainda não foi retirado do local, pois está aguardando a perícia técnica. O trânsito está lento no local.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ex-prefeito Alair Corrêa condenado pelo Tribunal de Justiça

Fonte: http://rafaelpecanha.blogspot.com.br



O link  diz respeito ao inteiro teor do acórdão do Tribunal de Justiça, publicado hoje, que condena o ex-prefeito Alair Corrêa a devolver dinheiro indevidamente retirado dos cofres públicos, além da perda de seus direitos políticos por, no mínimo, cinco anos, o que torna sua candidatura inviável para as eleições de 2012.


 Diz o acórdão:

Caracterizado o ato ímprobo, impõe-se a aplicação cumulativa das sanções previstas no art. 12, II e III, da Lei nº 8.429/92, o que está em consonância com a norma inserta no art. 37, § 4º, da Constituição Federal, cumulatividade esta indispensável para a obtenção do resultado inibidor da conduta combatida.

(...)

Por esses fundamentos, independentemente das sanções penais, civis e administrativas previstas na legislação específica, está o réu incurso nas cominações do art. 37, §4º, da Constituição da República, na forma do art. 12, II, da Lei nº 8429/92, segundo o qual as penalidades podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, de acordo com a gravidade do fato


O artigo 12 da lei 8429 de 1992, em seus incisos II e III dizem o seguinte:




II - na hipótese do art. 10, ressarcimento integral do dano, perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio, se concorrer esta circunstância, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de cinco anos;
III - na hipótese do art. 11, ressarcimento integral do dano, se houver, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração percebida pelo agente e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.
Como a decisão foi colegiada, cabe lembrar que, se a Lei da Ficha Limpa for mesmo aplicada, Alair Corrêa está fora da disputa municipal de 2012. Se a Lei da Ficha Limpa não for aplicada, Alair tem direito a recurso, mas, se não conseguir liminar a tempo, também não registra sua candidatura.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

São Pedro da Aldeia: 395 anos e a disputa de 2012.

No ano em que São Pedro da Aldeia completa 395 anos, o município está prestes a entrar para a maior guerra de classes já vista.


Dois planos de governos antagônicos estão prestes a se confrontarem por vias eleitorais:
  • De um lado o ex-prefeito Paulo Lobo (PP) (caso consiga se livrar da Ficha Limpa), representando o interesse de gestão voltado para a OLIGARQUIA Aldeense.
  • Do outro, o ex-vereador Cláudio Chumbinho pré-candidato pelo Partido dos Trabalhadores representando a possibilidade de mudança e de abertura da cidade para os recursos do Governo Federal.
Pré-candidaturas construídas sobre paradigmas distintos. 

De um lado o ex-patrão e do outro o ex-funcionário. De um lado o de Sangue Azul nascido no berço da elite aldeense, do outro o filho de camponeses nascido no seio do povo, na zona rural do município e na mesma linha do horizonte da população.

De um lado, o projeto do "partido" das elites que geriu a cidade a partir dos interesses das oligarquias e sempre soube fazer a manutenção da pirâmide de classes mantendo-a em seu devido lugar (com pobres sendo pobres e ricos sendo ricos). 

Do outro, o projeto de renovação do Partido dos Trabalhadores que representa a possibilidade de inversão da pirâmide de classes trazendo para o povo a possibilidade de decisão popular nos assuntos da gestão pública.

"Parabéns" São Pedro da Aldeia pelos seus 395 anos de muita guerra de classes e desigualdades sociais.

por Clovis Eduardo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Incêndio atinge Navio próximo litoral de Cabo Frio


Um incêndio atingiu a sala de máquinas do navio de suprimento PSV Olympic Elena, de bandeira norueguesa, que estava próximo ao litoral de Cabo Frio, na Região dos Lagos, na tarde desta segunda-feira. A Petrobras enviou um rebocador para se juntar a uma outra embarcação de apoio, que já se encontrava no local para dar assistência à embarcação.
Jà a Capitania dos Portos informou  que recebeu a comunicação sobre o incêndio por volta das 16h. De acordo com a Marinha, as chamas foram controladas pela própria tripulação. Não houve feridos, tampouco danos ao meio ambiente.  
Fonte : O Dia

terça-feira, 8 de maio de 2012

O trecho do discurso de Janio que os 'Independentes de Alair" "esqueceram" de publicar

Engraçado como a mídia blogueira que se diz independente, mas ama Alair e detesta seus adversários, sofre de séria amnésia seletiva, ou seja: publica apenas o que quer lembrar.
Na quarta-feira passada, dia 2 de maio, o Deputado Estadual Janio Mendes (PDT) lembrou que as relações entre Anthony, Rosinha e Clarrisa Garotinho com Hugo da Boi Bom não são tão antigas assim, como já quiseram defender os "independentes".
Na verdade, há menos de 5 anos, a família Garotinho já farreava pelas terras - e mares - de Cabo Frio, em meio às suas ligações com o grupo que hoje critica com ares de Antônio Conselheiro.
E se o assunto do momento são as viagens...lá vai:
 
 
"Com relação ao ex-Governador Anthony Garotinho e seu importante papel na mídia social de denúncia fácil, recentemente, fui provocado pelo ex-governador Anthony Garotinho para falar do episódio Boi Bom. Fazendo uma correlação com a chamada da Sra. Deputada Clarissa Garotinho para apurar as viagens, e respondendo ainda à provocação do Sr. Sr. Anthony Garotinho para falar do caso Boi Bom, gostaria de sugerir à Sra. Deputada Clarissa Garotinho que investigasse também a viagem da família Garotinho em janeiro de 2007 para 30 dias de férias em Cabo Frio: a quem pertence a casa em que ficaram hospedados gratuitamente no bairro da Ogiva? A quem pertence a casa de jantares e almoços no Condomínio Ilha do Anjo? Finalmente, a quem pertence o iate que serviu à família nos 30 dias em que ficaram no município no mês de janeiro. Seguramente, encontrarão ali o DNA de Hugo Boi Bom. Muito obrigado."
(trecho do discurso do Deputado Janio Mendes, na Ordem do Dia da Sessão de 2 de maio, quarta-feira)

Detalhe 1: A Deputada Clarissa Garotinho (PR) não respondeu à provocação, nem apareceu na Sessão do dia seguinte, quinta-feira, apesar de ser raríssima sua ausência no Plenário da Alerj.

Fonte: http://rafaelpecanha.blogspot.com.br/

Detalhe 2: O PR, partido do Deputado Federal Garotinho, está no arco de alianças do PP do Sr. Alair Correa e segundo as fofocas políticas da cidade, pode até indidar o nome do vice se Alair for mesmo candidato.
 

quarta-feira, 2 de maio de 2012

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO: Instrumento de Decisão e Controle dos Recursos Públicos

O Orçamento Público é um plano de governo expresso em forma de lei, que faz a estimativa de receita a arrecadar e fixa a despesa de igual valor para um período determinado de um ano, chamado exercício financeiro.

Orçamento é estudado sob os seguintes aspectos:

Aspecto Político – que diz respeito à sua característica de Plano de Governo ou Programa de Ação do grupo ou facção partidária que detém o Poder.

Aspecto Jurídico – é o que define a Lei Orçamentária no conjunto de leis do país.

Aspecto Econômico – é o resultado da evolução das características políticas do orçamento. Se o orçamento público é peça fundamental ao cumprimento das finalidades do Estado, não há dúvida de que deverá observar que o melhor plano é aquele que resulta numa produção com um menor gasto.

Aspecto Financeiro – caracterizado pelo fluxo monetário das entradas da receita e das saídas das despesas, meio efetivo e normal da execução orçamentária.

O que é ORÇAMENTO PARTICIPATIVO?


O Orçamento Participativo é um mecanismo direto de participação popular. Através dele, a população discute e decide sobre o orçamento público e as políticas públicas, e faz o levantamento das necessidades de seu setor para discutir as prioridades de acordo com o orçamento do município. Dessa forma, o cidadão passa a ser um protagonista permanente da gestão pública, não restringindo sua participação apenas ao ato de votar.

É um dos instrumentos de Participação Cidadã que rompe com as formas tradicionais de governo.

Neste processo, as definições sobre como e onde serão aplicados os recursos contidos no orçamento são debatidas e definidas com a população.

Entender o que é Orçamento Participativo, significa saber o que o governo faz com o dinheiro recolhido pelo contribuinte.

Valorizar o orçamento é planejar as ações governamentais e os recursos que a sociedade produz e repassa aos cofres públicos, pagando seus impostos e taxas em nome do bem comum.

Quando você acende a luz já está pagando impostos, segue durante o dia, quando compra o pão, o fósforo ou entra no ônibus. Embora não seja única, essa é a principal fonte de recursos com que conta o governo para realizar suas despesas como: o pagamento de empréstimos, dívidas herdadas, o custeio da máquina pública, o funcionamento de escolas, postos de saúde, torneios esportivos, lazer, cultura e segurança pública.

Vale lembrar que o dinheiro que circula na cidade, principalmente no comércio, gera impostos que beneficiam toda a população, quando são revertidos em obras para o pleno desenvolvimento de nossa cidade. Assim, se é você que sustenta o Município, sinta-se no direito e no dever de manifestar sua opinião sobre o destino que os governos dão ao dinheiro público.

Missão do ORÇAMENTO PARTICIPATIVO


Democratizar a gestão: 
  •  Sendo um dos principais instrumentos de participação cidadã.
  • Construindo a co-gestão na aplicação das políticas públicas, visando garantir o controle social e transparência.
  • Ampliar a participação do cidadão na discussão do Orçamento Municipal.
  •   É o espaço para discutir a co-responsabilidade do Financiamento da Cidade.

Diretrizes do ORÇAMENTO PARTICIPATIVO


Consolidar o programa Orçamento Participativo através:

  • ·         Fortalecimento do papel dos Cidadãos.
  • ·         Formação permanente.
  • ·         Estimular organizações regionais que foquem a ética e o exercício da cidadania.
  • ·         Fortalecer outros canais de participação cidadã.
  • ·         Garantir que todas as etapas do ciclo do OP tenham a participação dos eleitos.

A IMPLANTAÇÃO DO ORÇAMENTO PARTICIPATIVO


 A implementação do OP surgiu com a redemocratização e a promulgação da Constituição de 1988, quando foi estimulada a participação popular na definição de políticas governamentais, por intermédio da criação dos Conselhos Setoriais de Políticas Públicas como espaços de controle social. As mudanças constitucionais aliadas à vontade popular e política viabilizaram a implantação em Porto Alegre(RS), do Orçamento Participativo, em 1989 tendo a proposta de discussão pública do orçamento e dos recursos para investimento.

Segundo Tarso Genro (Governador RS), o Orçamento Participativo é a democratização da relação do Estado com a sociedade. Esta experiência rompe com a visão tradicional da política, em que o cidadão encerra a sua participação política no ato de votar, e os governantes eleitos podem fazer o que bem entenderem, por meio de políticas tecnocráticas ou populistas e clientelistas.

A regulamentação para o funcionamento do Orçamento Participativo não é instituída por lei, mas pela própria sociedade organizada, de maneira autônoma. O formato do Orçamento Participativo deve ser compatível a características de cada município, sua política, sociedade, cultura... Tudo deve ser pesado, pois a inclusão popular na gestão pública é complexa e delicada, podendo não ser bem interpretada caso algo saia errado.

Para a implantação do Orçamento Participativo requer a negociação entre várias secretarias; a equação do potencial de arrecadação e dos gastos públicos; definição de objetivos a curto, médio e longo prazo, para apresentar propostas à população. A administração municipal deverá:

a) descentralizar a discussões, dividindo o município em regiões;
b) elaborar critérios de solução das demandas apresentadas;
c) elaborar critérios de participação popular;
d) definir instâncias de participação e suas competências específicas.

O Orçamento Participativo permite ao gestor público a informação mais rápida e precisa das necessidades da sua população. Podendo assim, direcionar melhor os recursos do município.

De forma geral o Orçamento Participativo funciona da seguinte maneira:

O Poder Executivo cria uma metodologia a ser aplicada junto com a sociedade, definindo critérios, competências, capacitação, definição de metas e de recursos a serem aplicados para a solução das demandas prioritárias a serem apontadas pela população, que deverá eleger delegados para representá-los diretamente com os gestores públicos.

Os delegados e as demandas são apontadas em plenárias regionais, ou seja, a cidade é dividida pela administração municipal em algumas regiões, independentemente do número de bairros existentes. Então, os planos de investimentos advêm de reuniões entre agentes públicos do município e os delegados ou conselheiros eleitos. Definida a proposta orçamentária, é encaminhada para o legislativo. O acompanhamento e a fiscalização já ficam definido por um grupo previamente escolhido.

Esses delegados formam um Conselho anual que além de dialogar diretamente com os representantes da prefeitura sobre a viabilidade de executar as obras aprovadas nas assembléias, também irão propor reformas nas regras de funcionamento do programa e definirão as prioridades para os investimentos, de acordo com critérios técnicos de carência de serviço público em cada área do município.

Resumindo

O orçamento participativo é um importante instrumento de complementação da democracia representativa, pois permite que o cidadão debata e defina os destinos de uma cidade. Nele, a população decide as prioridades de investimentos em obras e serviços a serem realizados a cada ano, com os recursos do orçamento da prefeitura. Além disso, ele estimula o exercício da cidadania, o compromisso da população com o bem público e a co-responsabilização entre governo e sociedade sobre a gestão da cidade.


Luciano Silveira
Engenheiro Civil
Filiado ao Partido dos Trabalhadores desde 1992.

terça-feira, 1 de maio de 2012

As Imagens da Palestra "Rumos do Comperj e seus Impactos na Região dos Lagos"

A Palestra realizada na última sexta-feira (27/04) sobre os Rumos do Comperj e seus Impactos na Região dos Lagos proferida pelo Deputado Estadual Robson Leite (PT) foi um sucesso de público e crítica.

Funcionário licenciado da Petrobras BioCombustíveis, Robson Leite falou sobre diversos temas e as perspectivas de empregos para área de engenharia no setor de petróleo e no Comperj.

O auditório central do campus Perynas da Universidade Veiga de Almeida, em Cabo Frio, ficou lotado com quase 280 pessoas e todos saíram satisfeitos com a palestra.













terça-feira, 24 de abril de 2012

Palestra: "Os Rumos do Comperj e seus Impactos na Região dos Lagos"

Programa Sidnei Marinho na Rede Litoral News

Hoje, 24/04, a partir das 9 hs,  estarei sendo entrevistado pelo Sidnei Marinho em seu programa na Litoral News Canal 11 da Costa do Sol TV a cabo de Cabo Frio.

Os amigos que queiram acompanhar a entrevista pode acessar através da página http://www.redelitoral.tv.br/ .

terça-feira, 17 de abril de 2012

Biblioteca Walter Nogueira realiza VII Semana Monteiro Lobato nesta quarta-feira, dia 18

A Prefeitura de Cabo Frio, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, promove nesta quarta-feira, dia 18, a partir das 9h, a VII Semana Monteiro Lobato. O evento acontece na Biblioteca Walter Nogueira, responsável pela sua realização, e contará com música, contação de histórias, palestra, feira de livros e a apresentação de trabalhos literários dos alunos da Escola Municipal Antônio da Cunha Azevedo.

A VII Semana Monteiro Lobato é aberta aos professores das salas de leitura, diretores da rede pública de ensino e convidados.
Abrindo as atividades, às 9h haverá contação de histórias com a escritora Izabelle Valladares e apresentação do varal de redações com a exposição dos trabalhos dos estudantes da rede municipal.
Às 14h, o Maestro Budega apresenta o show “Pixinguinha: música do povo”. No mesmo horário, acontece a palestra e o lançamento do livro “O Sumiço da Caixinha de Alice”, de Neide Graça. Durante o evento também será realizada uma feira de livros usados, os quais estarão sendo vendidos ao público a preços populares.

Serviço - A Biblioteca Walter Nogueira fica localizada à Praça D. Pedro II, nº 47, Centro, Cabo Frio. Os telefones de contato são (22) 2646-5830 e 2647-7740.

sábado, 31 de março de 2012

MTE aprova NR 35 para Trabalho em Altura


Fonte: Redação Revista Proteção

Brasília/DF - A Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, publicou hoje (27) a Portaria nº 313, de 23 de março, que aprova a Norma Regulamentadora nº 35 - Trabalho em Altura.

Esta NR tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com a atividade. De acordo com o texto, considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de dois metros do nível inferior, onde haja risco de queda.

A Portaria dispõe, também, sobre as responsabilidades do empregador e dos trabalhadores; capacitação e treinamento; planejamento, organização e execução; e equipamentos de proteção individual, acessórios e sistemas de ancoragem.

Para acompanhar a implantação da nova regulamentação, será criada uma Comissão Nacional Tripartite Temática - CNTT da NR 35. As obrigações estabelecidas na norma entram em vigor seis meses após sua publicação, exceto o capítulo 3 e o subitem 6.4, que entram em vigor 12 meses após a data de publicação da Portaria.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ministério Público investiga suspeita de esquema de fraudes nas cidades do interior do RJ.


RIO - Na Região dos Lagos, o que começou com uma disputa empresarial acabou revelando uma série de suspeitas, movimentando cifras milionárias e com prejuízos aos cofres públicos. Investigações do Ministério Público (MP) estadual acusam o empresário Hugo Cecílio de Carvalho, de Cabo Frio, de ser "o principal mentor" de uma "organização criminosa", segundo consta na denúncia do MP à Justiça. O esquema envolveria o uso de "laranjas", a agiotagem em troca de cheques com políticos e empresários, além de sonegação fiscal. Apenas sobre uma das empresas envolvidas há um auto de infração da Receita Federal de R$ 22 milhões.

Parte dos supostos crimes está documentada numa agenda obtida pelo MP, atribuída a Hugo Cecílio, ex-presidente do PMDB de Cabo Frio. E no caso aparecem ainda ligações do empresário com o grupo Locanty — uma das empresas que aparecem no escândalo de propinas em licitações exibido domingo passado no "Fantástico".

Briga entre empresas de Cabo Frio e Campos

O esquema começou a ser desvendado depois de uma briga entre empresas por causa da marca Boibom. Em maio do ano passado, após uma denúncia dos empresários Antônio e Cláudio Duarte, da Boibom Carnes Ltda, de Campos, o MP fez uma operação no frigorífico de Hugo Cecílio, em Cabo Frio, onde ficam as sedes de suas empresas. O objetivo era recolher provas sobre uma suposta falsificação, por parte de Hugo, de produtos Boibom. Na operação foram encontrados documentos e anotações do empresário que indicavam outras suspeitas.

— Denunciamos o uso da marca. Mas o MP atirou no que via e acertou no que não via — diz Cláudio Duarte.

O GLOBO teve acesso a parte da documentação do processo, que agora está no Cartório da 2Vara Criminal de Campos. $ anteontem, a ação passou a ter segredo de Justiça. Na denúncia da promotoria do MP, Hugo Cecílio é acusado, além de utilizar indevidamente a marca Boibom, de captar pessoas para que fossem "laranjas", de utilizar suas empresas para dissimular e ocultar a origem de bens e de determinar e autorizar a troca de cheques com pagamento de juros que variavam de 4% a 6%.

Parceria com um dos donos da Locanty

Essas trocas de cheques estão numa lista com nomes de políticos do interior como vereadores, subprefeitos e ex-prefeitos. Entre os prefeitos são citados Marquinhos Mendes, de Cabo Frio, e Vinicius Farah, de Três Rios.

Uma das empresas que figura na documentação é a Locanty. Hugo mantém um terreno, em Búzios, junto com a Bioab Biotécnica, uma outra empresa que tem como sócio um dos donos da Locanty, João Alberto Felippo Barreto.

Ao todo, de 2005 a 2009, as trocas de cheques de Hugo no frigorífico chegaram a mais de R$ 7 milhões. E nessa movimentação, outro processo aponta que o empresário teria inclusive pago um empréstimo pessoal, de R$ 1,3 milhão, com cheques do Serviço de Desenvolvimento de Cabo Frio, da prefeitura da cidade.

As trocas, segundo documento do MP, configurariam crime de usura. Está sendo investigado ainda o envolvimento de um fiscal da Receita Federal. Hugo $ílio teria acertado pagar R$ 75 mil, em cinco parcelas de R$ 15 mil, a um auditor citado várias vezes na agenda obtida pelo MP. A própria Receita abriu uma investigação interna para apurar essa denúncia.

Nos documentos são citadas pelo menos dez empresas com algum tipo de relação com Hugo Cecílio. Algumas estariam em nome de "laranjas". Segundo a denúncia, uma delas, a Mindouro Com. Alimentos Ltda continuava operando mesmo legalmente encerrada em junho de 2007. Na Receita Federal, existe um auto de infração contra a Mindouro de R$ 22 milhões.

Os documentos e anotações apreendidos na operação do MP apontam ainda suspeitas de ligação de Hugo Cecílio em contratos de prefeituras do interior. $ão papéis relacionados a outra atividade do empresário: o aluguel de veículos. Em várias anotações, há indicativos de pagamentos a Hugo Cecílio oriundos da Concor Serviços de Remoções Médicas. A empresa alugaria ambulâncias para as prefeituras de Cabo Frio e Angra dos Reis. De acordo com os documentos apreendidos, o empresário ficaria com 50% da receita da Concor nesses municípios.

Já em Três Rios, em outro documento que teria sido escrito por Hugo Cecílio, em 2009, há referência que "durante todo o primeiro mandato" (do prefeito daquela cidade) qualquer locação de veículos e equipamentos seria feita "pelo Hugo".

Um ano antes, Hugo Cecílio já tinha se envolvido em outra polêmica no aluguel de veículos. Perto das eleições municipais de 2008, em Cabo Frio, ambulâncias da empresa Foco Locadora — da qual ele se tornaria um dos sócios posteriormente— foram flagradas no pátio da Boibom, com a inscrição "prefeitura municipal". O fato ocorreu às vésperas da licitação de aluguel de veículos, em Cabo Frio. De fato, a empresa foi contratada pela prefeitura em seguida.

Suspeitos negam esquema

O empresário Hugo Cecílio negou, por telefone, as acusações. Ele chegou a marcar uma entrevista ao GLOBO, mas não compareceu. Em seu lugar, enviou sua assessoria de imprensa, que voltou a refutar as denúncias. Os representantes do empresário alegaram que o caso seria uma disputa com o empresário Antônio Duarte, por "motivações políticas". E argumentaram que a agenda que pertenceria a Hugo Cecílio seria uma "prova ilícita".

A assessoria negou ainda que Hugo Cecílio trocasse cheques a juros. E apresentou uma certidão negativa de débito com a Receita Estadual. Sobre os pagamentos da Concor, a assessoria disse que os valores poderiam ser oriundos de uma venda de ambulâncias da Foco Locadora à empresa. Eles também descartaram ligação com a Locanty.

Já a prefeitura de Três Rios disse nunca ter tido contratos com empresas de Hugo Cecílio. E sobre os cheques de Vinícius Farah, lembrou que, antes de ser prefeito, ele era um pequeno comerciante e pode ter recorrido à troca de cheques com o empresário.

A prefeitura de Cabo Frio, por sua vez, disse que o contrato com a Foco foi encerrado. E afirmou que as trocas de cheques de Hugo Cecílio não teria relação alguma com o poder público no município, nem com o prefeito Marquinhos Mendes.


quinta-feira, 22 de março de 2012

“ O movimento estudantil – uma homenagem a Edson Luis”

Colégio Municipal Rui Barbosa, Cabo Frio

Convida

Mesa Redonda

“ O movimento estudantil –

uma homenagem a Edson Luis”

Compõem a mesa:

1) Representantes do Grêmio Estudantil – G.E.L.E.L.

2) Alex Cortes – Professor de História – palestrando sobre o movimento estudantil – período da ditadura militar à queda de Fernando Collor

3) Sr. Dario Geraldeli – militante estudantil nos anos 60 (Período da ditadura militar)

4) Fábio André, Luciano Silveira e Fernanda Carriço– ex-estudantes do Colégio Municipal Rui Barbosa e ex-integrantes do G.E.L.E.L. com depoimentos acerca de suas militâncias estudantis no colégio e no município.

5) Mediador da mesa: Aloysio Guedes – coordenador da Área de Humanas.

Local: Centro de Estudos Natália Caldonazzi

Portinho – rua Coronel Ferreira nº 221, Cabo Frio

DATA: 24/03/2012

HORÁRIO: 9 às 12 hs

"Imperdível !!!"

quarta-feira, 21 de março de 2012

Sindicato de Engenheiros de Minas Gerais entra com ação na justiça contra o Confea

Entidade questiona o aumento de 36,45% no valor da anuidade cobrada pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia


O Sindicato de Engenheiros no Estado de Minas Gerais (Senge-MG) entrou com uma ação na Justiça na última semana para questionar a validade do aumento de 36,45% na anuidade do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) para o ano de 2012. Segundo Raul Otávio da Silva Pereira, presidente do Senge-MG, a ação pede a suspensão da resolução 528 do Confea, que fixa os valores das anuidades dos inscritos no conselho.

De acordo com a ação, o aumento das anuidades deve ser feito dentro de parâmetros reais e praticáveis, como vinha sendo realizado nos últimos anos, quando a média do aumento era de 10%. O sindicato considera que o aumento na anuidade foi muito alto, passando de R$ 273 para R$ 350.

O Confea, por meio de nota oficial, afirmou que o aumento se baseia na Lei 12.514/2011, que trata das contribuições devidas aos conselhos profissionais em geral. Segundo o conselho, as Resoluções 528 e 529 foram aprovadas para dar cumprimento à lei e que, mesmo assim, o valor da anuidade está 30% abaixo do máximo previsto na lei (R$ 500).

Segundo o Confea, houve uma redução nos preços das Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs), para balancear o aumento registrado nas anuidades. Além disso, o conselho se defende afirmando que o valor cobrado é menor que de outros conselhos.

Fonte: www.piniweb.com.br

terça-feira, 20 de março de 2012

Mobilidade para as Cidades

Repasse de verbas para obras de infraestrutura urbana em municípios com mais de 20 mil habitantes será condicionado à apresentação de planos de transporte. Saiba como se planejar.


A Lei no 12.587, sancionada pela presidência da república em janeiro deste ano e que institui as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, impõe desafios ao planejamento do transporte nas pequenas cidades brasileiras. Com ela, passa a ser exigida a elaboração, até 2015, de Planos de Mobilidade Urbana (PMU) para todos os municípios com mais de 20 mil habitantes. O PMU deve, assim, entrar pela primeira vez na agenda de diversas prefeituras de cidades que até então não haviam pensado o transporte de forma estratégica e integrada.

Antes da promulgação da nova legislação, o Estatuto da Cidade colocava a obrigatoriedade do PMU apenas para os municípios com mais de 500 mil habitantes. Com a mudança, o número de cidades brasileiras que devem apresentar um plano passa de aproximadamente 38 para 1.663 municípios, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A apresentação do PMU será obrigatória para captação de recursos direcionados às obras de infraestrutura de transporte e mobilidade junto ao Governo Federal. Nesse sentido, apesar de ser um passo importante para o desenvolvimento urbano, a nova política pode representar um problema imediato para as pequenas cidades, uma vez que grande parte delas não possui a infraestrutura ou o acúmulo técnico exigidos para elaboração dos planos.

"Esse saber específico de mobilidade ainda é restrito. A área é pouco discutida nas universidades e, com isso, não há muitos profissionais bem formados. Ou seja, há uma lacuna técnica nesse sentido", avalia Ida Marilena Bianchi, arquiteta urbanista da empresa ProCidades, que atua em arquitetura, engenharia e planejamentos urbano e regional.

A dica da arquiteta para as prefeituras que terão o primeiro contato com o plano a partir da sua obrigatoriedade é aproveitar a experiência adquirida com a elaboração dos Planos Diretores Participativos para o desenvolvimento urbano. "A metodologia de elaboração do PMU não é muito diferente do Plano Diretor, que já é obrigatório para esses municípios desde 2001. Então, essa é uma experiência que pode ser aproveitada", indica.

Primeiro passo: diagnóstico

De acordo com a especialista, o primeiro passo para elaboração do Plano de Mobilidade Urbana é realizar uma leitura da realidade municipal, ou seja, levantar um diagnóstico de como a cidade funciona. "É preciso saber onde estão as áreas que geram viagens, como os bairros residenciais, e as que atraem viagens, como os locais onde estão concentrados o comércio, serviços, escolas, hospitais etc. Essa dinâmica é o ponto principal para entender como se organiza o movimento de pessoas dentro do espaço urbano", explica Ida.

Segundo orientações do Ministério das Cidades, um dos processos chave para a análise da mobilidade urbana é montar uma base de informações com dados de oferta e de demanda dos transportes. Os dados de oferta são aqueles relativos, por exemplo, às condições do sistema viário e da sinalização, benfeitorias para pedestres ou características das linhas de transporte. Já os dados de demanda devem indicar fatores como a origem e destino das viagens de transporte coletivo ou privado, fluxos de tráfego ou pedestres.

Alguns instrumentos podem facilitar a coleta de informações para essa base, como a realização de um inventário físico do transporte, pesquisas de comportamento, consultas públicas e pesquisas de opinião.

Além de mapear o presente, a arquiteta da ProCidade lembra que esse diagnóstico deve atentar a cenários futuros de curto e médio prazos. Uma vez que nenhuma cidade é estanque, é preciso fazer uma prospecção dos projetos e tendências para saber para onde ela está crescendo e por meio de quais atividades. "É preciso considerar as mudanças que irão acontecer; se há uma expansão de uma área residencial ou se tem um shopping sendo construído, por exemplo", exemplifica Ida Bianchi.

A partir desse mapeamento, será possível entender os processos de mobilidade e, assim, pensar as ações que irão compor o plano. "O PMU deve propor ações para prover a cidade de infraestrutura em mobilidade, seja para automóveis, transporte coletivo, pedestres ou ciclistas. A ideia é fazer uma proposição de rede, começando pela definição dos eixos prioritários, permitindo que a cidade se movimente. Então, ele deve se preocupar com aquilo que é estratégico e estrutural", aponta a arquiteta.

Contratação e recursos

Para garantir um bom contrato com as consultorias, a arquiteta Ida Bianchi aconselha as prefeituras a fazerem, primeiro, uma tomada de preço com algumas entidades que já atuam nesse ramo no mercado, montando assim uma média de preço para balizar o contrato.

A partir do preço estabelecido, que dependerá do porte e das necessidades da cidade, a prefeitura pode lançar mão de alguns instrumentos de contratação, como a carta-convite (para contratos de até R$ 150 mil) ou a contratação pública.

O consultor José Marquez recomenda, porém, ter cuidado com o leilão de preços. "O PMU exige um conhecimento técnico muito especifico e, às vezes, no leilão alguém propõe um valor muito mais baixo para garantir o contrato, na expectativa de conseguir um aditivo depois. E, nesse caso, há grandes chances de a empresa não conseguir fazer o serviço", alerta.

A verba para a contratação da consultoria especializada não precisa sair integralmente dos cofres municipais. Agências de fomento nacionais e internacionais e até mesmo bancos possuem linhas de financiamento para esse tipo de trabalho. De acordo com o consultor da Fundatec, muitas vezes, as próprias empresas já costumam saber que bancos apresentam esse tipo de crédito e podem, ao serem contratadas, colocar um deles em contato com a municipalidade.

Além disso, existem alguns programas do Ministério das Cidades que podem patrocinar programas de mobilidade urbana. A dica é procurar mais informações junto à Secretaria Nacional de Transportes e da Mobilidade Urbana a partir da demanda específica de cada cidade.

A realização de um termo de referência (veja boxe) pode facilitar a contratação do serviço de elaboração do PMU. Ele é um bom instrumento de gestão estratégica e poderá, futuramente, balizar o serviço contratado.

Fonte: http://www.infraestruturaurbana.com.br