segunda-feira, 26 de julho de 2010

Disputa pelo Senado no Rio tem Crivella e Maia na dianteira

Pesquisa Datafolha indica 42% para Crivella (PRB) e 31% para Maia (DEM).Levantamento é o primeiro do instituto após a oficialização das candidaturas.

Com 42% das intenções de voto, o senador Marcelo Crivella (PRB) lidera a disputa pelo Senado no Rio de Janeiro, indica pesquisa Datafolha. Em segundo lugar aparece o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia (DEM), com 31% das preferências. Lindberg Farias (PT), ex-prefeito de Nova Iguaçu, que tem como suplentes o ex-prefeito de Cabo Frio José Bonifácio (PDT) e o sociológo Emir Sader, está em terceiro, com 20%.

O quarto colocado na pesquisa é Jorge Picciani (PMDB), que atingiu 12% das intenções de voto. Em seguida aparece Marcelo Cerqueira (PPS), com 6%. Waguinho (PTdoB) e Milton Temer (PSOL) estão empatados com 5% cada. Carlos Dias (PTdoB), com 3%, e Claiton (PSTU), com 2%, vêm na sequência. Wladimir Mutt (PCB) e Heitor (PSTU) marcam 1% das intenções de voto cada.

Não sabem em quem votar 44% dos eleitores consultados e 28% votariam branco ou nulo.

O levantamento, parceria da TV Globo e do jornal "Folha de São Paulo", ouviu 1.264 eleitores em 29 municípios fluminenses, de 20 a 23 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

Vale destacar que nesse ano votaremos para 02 senadores, por isso a soma das intenções de votos ultrapassam 100%.



Fonte: G1.com.br

segunda-feira, 19 de julho de 2010

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sábado, 10 de julho de 2010

Descuido com postura pode gerar dor nas costas

Dados da Escola Nacional de Saúde Pública, instituição ligada à Fiocruz, apontam que 36% dos brasileiros são afetados por dores nas costas. Já a Organização Mundial da Saúde estima que 80% da população mundial sofrerão com problemas lombares em algum momento da vida. As causas são as mais variadas, e vão desde pequenas lesões até a presença de tumores. Mas, pequenas atitudes do dia a dia podem revelar uma grande fonte do problema: a má postura.

Para profissionais cuja atividade exige, diretamente, esforço físico, evidentemente, os cuidados devem ser maiores. De acordo com o reumatologista Sergio Bontempi Lanzotti, nesses casos, a recomendação é fazer exercícios que fortifiquem a musculatura das costas, de modo que ela possa funcionar como uma proteção para a estrutura óssea. É importante evitar o trabalho contínuo por longos períodos sem intervalo.

A pausa é importante também para quem trabalha o dia todo sentado, sempre em uma mesma posição. A recomendação é levantar a cada 40 ou 50 minutos e caminhar um pouco, para destravar as articulações e relaxar a musculatura.Confira abaixo outras dicas de como se prevenir de dores nas costas, elaboradas por Sergio Lanzotti:

- A orientação geral é não carregar peso. No caso de ser obrigado a levantar um volume pesado, nunca se deve manter as pernas esticadas e curvar o corpo. Deve-se dobrar os joelhos que funcionarão como alavancas e manter o objeto o mais próximo possível do tronco quando for erguê-lo;

- Motoristas de veículos pesados também estão no grupo de risco. Quem dirige carros mais velhos tem mais problemas de coluna do que quem dirige carros novos e em melhores condições mecânicas;

- Ver televisão jogado no sofá, com a coluna toda torta também é contra-indicado. O ideal seria sentar-se numa cadeira de braços que servissem de apoio na hora de levantar e bem de frente para a tela;

- Um fator muito comum de dor na região cervical é assistir à televisão ou ler deitado. A pessoa fica numa posição forçada, às vezes, durante horas pressionando o disco. Quem faz questão de ver TV na cama deve providenciar um suporte para a cabeça e para o tronco, de forma a permanecer quase sentado e colocar o aparelho bem alto;

- Para a coluna, a posição que oferece menor pressão sobre os discos é a de barriga para cima, com a cabeça apoiada num travesseiro baixo para evitar a hiperflexão. Como nem todo mundo consegue dormir desse jeito, deitar de lado com joelhos flexionados e o travesseiro baixo colocado de forma a impedir que o corpo se incline para um lado ou outro é outra boa opção. Dormir de bruços, mesmo sem travesseiro, como regra geral, não é bom para a coluna.

Fonte: www.protecao.com.br

Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Novo Delegado de Cabo Frio pede socorro para delegacia

O jornal Folha dos Lagos publica na edição de hoje (09/07/2010) que o delegado da 126ª Delegacia de Polícia, em Cabo Frio, Henrique Pessoa que assumiu o cargo no mês passado fez um pedido de socorro devido as dificuldades em trabalhar nesta delegacia.

Segundo as informações do delegado que se reuniu com lideranças cabofrienses no Terminal de Transatlânticos, no bairro Passagem, é muito difícil trabalhar na delegacia que falta até água e a situação do prédio é precária.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, na pessoa do Sr. Governador Sérgio Cabral, deveria ter vergonha da situação da 126ª DP. Cabo Frio, com mais de 190 mil habitantes, merece um atendimento melhor com uma delegacia decente.

Cadê a Delegacia Legal de Cabo Frio ? Cabo Frio não merece ? Acho que mecere até duas, uma no Distrito de Tamoios e outra na região central da cidade. Todas as cidades da Região dos Lagos, de Saquarema a Búzios, têm uma Delegacia Legal e Arraial do Cabo deverá em breve ter a sua.

Cadê o Deputado Estadual e ex-prefeito cabofriente por 03 mandatos, o Sr Alair Corrêa (PMDB) que não briga para melhorar a situação da delegacia da nossa cidade ?

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Polêmica em Arraial do Cabo

A Prefeitura Municipal de Arraial do Cabo conseguiu com o Governo do Estado do Rio de Janeiro uma parceria para urbanização da orla da praia grande. O governo estadual vai liberar quase R$ 7 milhões para obra que dará fim ao cenário de precariedade dos 11 quiosques improvisados na areia. No local vão ser construídos 12 quiosques padronizados para venda de alimentos e bebidas e mais um para informações turísticas. Serão construídos decks, e também está prevista a construção de uma ciclovia e banheiros públicos. O calçadão ficará mais largo, e o estacionamento terá 48 vagas. Além disso deverá ser construída uma esteira para acesso a cadeirantes.

A obra já deveria ter começado, no entanto a administração da gestão do espólio da Antiga Cia Nacional de Álcalis conseguiu na justiça um embargo do início das obras alegando ser proprietário da orla da praia. O núcleo da controvérsia é o domínio da área onde se pretende efetuar a obra. No entender da prefeitura, a área é pública. No entanto, o imóvel está registrado em nome da Companhia Nacional de Álcalis, antiga produtora de barrilha e sal. Os dirigentes da antiga Álcalis querem compensação financeira pela desapropriação da orla que eles dizem serem donos.

Quando a Álcalis foi privatizada na gestão do ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990-1992), a Álcalis passou a ser proprietária de todas as áreas federais que estavam sob sua jurisdição, inclusive a orla da praia grande. Mas, como uma entidade privada pode ser dona da orla da praia ? Orlas de praias não áreas federais, ou seja, áreas de Marinha ?

Espero que essa briga na justiça não possa prejudicar ainda mais o povo de Arraial do Cabo que tem mais interesse em ver a Orla da Praia Grande bonita e urbanizada para receber os turistas.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Ibeb na Região dos Lagos

O Ministério da Educação divulgou o índice de desenvolvimento da educação básica - Ideb referente ao ano de 2009. A nível nacional os resultados foram os seguintes:

  • Ensino Fund. - Séries Iniciais (1ª a 4ª séries) - Ideb = 4,7;
  • Ensino Fund. - Séries Finais (5ª a 8ª séries) - Ideb = 3,8;
  • Ensino Médio - Ideb = 3,3

No Estado do Rio de Janeiro, que teve um desempenho ruim se comparado com outros estados importantes da federação, os resultados foram os seguintes:

  • Ensino Fund. - Séries Iniciais (1ª a 4ª séries) - Ideb = 4,6;
  • Ensino Fund. - Séries Finais (5ª a 8ª séries) - Ideb = 4,0;
  • Ensino Médio - Ideb = 3,6

Na Região dos Lagos, as cidades ficaram abaixo da média do Estado do RJ e da média nacional. A cidade com melhor desempenho no Ideb para séries finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) foi Cabo Frio e a pior foi Arraial do Cabo.

Cabo Frio, apesar de ficar abaixo das médias nacional e estadual, o ideb de 2009 superou as projeções iniciais do MEC para cidade.



A Escola Municipal Alfredo Castro foi a melhor esccola de Cabo Frio. Para séries iniciais (até a 4ª série) obteve Ideb 6,1 e para séries finais (5ª a 8ª série) obteve Ideb 5,8.

Veja o Ideb do Ensino Regular Séries Finais (5ª a 8ª série) nas cidades da Região dos Lagos e das Escolas de Cabo Frio:



Para melhor visualização da relação das escolas de Cabo Frio clique na imagem.

sábado, 3 de julho de 2010

Ressaca da Copa

Depois do suco de laranja holandês azedo na derrota do Brasil, nada melhor que uma cerveja da Alemanha para comemorar a derrota da Argentina!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Curtinhas ...

A Lei Ficha Limpa fez uma grande vítima: Anthony Garotinho (PR). Quer dizer, vítima pela metade ! O ex-governador e condenado pelo TRE-RJ desistiu de se candidatar ao governo do Estado do RJ, mas irá se candidatar a Deputado Federal. O TSE tem que negar o registro dessa candidatura de acordo com a Lei Ficha Limpa.

Caso a candidatura de Garotinho a Deputado Federal seja confirmada, quem pode se dar bem é o Deputado Federal Dr. Paulo César (PR). Isso acontece porque o Garotinho pode ser um dos mais votados e ser puxador da legenda levando mais deputados.

SERRA CANTA MÚSICA DA XUXA E VAI BRINCAR DE ÍNDIO ! A candidatura presidencial de José Serra (PSDB) agora não tem só cacique, pois o seu candidato a vice-presidente é o Índio. Índio da Costa é carioca e deputado federal pelo DEMos.

É impressionante como alguns comerciantes da cidade de Cabo Frio fazem extensão dos seus comércios ocupando as calçadas. Os pedestres que precisam passar pelas calçada ficam dividindo espaço da rua com os carros. Alô fiscalicalização da Prefeitura, vamos olhar essas irregularidades !!!

Alvenaria estrutural reduz riscos de acidentes de trabalho


No Brasil, o Ministério da Previdência So­cial constatou que durante o ano de 2002 foram registrados 393.071 acidentes de trabalho, sendo 28.484 (7,3% do total) relacionados à indústria da construção. Dessa forma, torna-se importante a busca por alternativas que diminuam os riscos a que estão sujeitos os tra­ba­lhadores da construção civil.

As Normas Regulamentadoras de Saúde e Segurança do Trabalho, bem como os programas de prevenção de riscos, restringem-se às obras de alvenaria convencional, nas quais a execução da estrutura de concreto armado necessita da montagem de fôrmas de madeira, expondo o trabalhador a riscos de acidentes de ­trabalho constantes, tanto na montagem quanto na retirada das fôrmas da estrutura.

As obras de alvenaria estrutural podem dispensar certos itens relativos à existência de riscos e aos equipamentos de proteção, tanto individuais como coletivos, justamente por seu processo de ­execução econômico e racionalizado, que dispensa a utilização de fôrmas de madeira para a concretagem, pois não são utilizadas ­vigas e pilares em concreto armado.

A utilização do sistema construtivo em al­venaria estrutural pode reduzir os índi­ces de acidentes de trabalho por não utilizar fôrmas de madeira?

A alvenaria estrutural é um sistema cons­trutivo utilizado há milhões de anos, inicialmente com blocos de rocha como ele­mentos de alvenaria e a partir do ano 4.000 a.C. com tijolos de argila.

O sistema construtivo estrutural desenvolveu-se ini­cialmente por meio do simples empilha­mento de tijolos ou blocos, em que os vãos eram executados com peças auxiliares, como vigas de madeira ou pedra. Mais tarde foi descoberta uma alternativa para a execução dos vãos: os arcos, que eram construídos por meio do arranjo entre as uni­dades. Assim foram executadas pontes e obras de grande beleza como, por e­xemplo, a parte superior da igreja de Notre Dame, em Paris.

Ao longo dos séculos obras­ ­importantes foram executadas em alvenaria estru­tu­ral, entre elas, o Parthenon, na Grécia, cons­truí­do entre 480 a.C. e 323 a.C., e a Muralha da China, construída no período de 1368 a 1644.Até o final do século XIX a alvenaria pre­dominou como material estrutural, po­rém, devido à falta de estudos e de pesqui­sas na área, não existiam técnicas de racionalização. Os cálculos eram feitos de for­ma empírica, sem garantia da segurança da estrutura, forçando seu superdi­men­sionamento.

Em 1950 surgiram códigos de obras e nor­mas com procedimentos de cálculo na Eu­ropa e América do Norte, acarretando um crescimento marcante da alvenaria estrutural em todo o mundo.

No Brasil, foram construídos os primeiros prédios em alvenaria estrutural na década de 60, com quatro pavimentos em alvenaria armada de blocos de concretono conjunto habitacional "Central Parque da Lapa".A alvenaria estrutural atingiu o auge no Brasil na década de 80, disseminada com a construção dos conjuntos habita­cio­nais, devido ao seu grande potencial de redução de custos. Assim, diversas cons­trutoras e produtoras de blocos investiram nessa tecnologia para torná-la mais vantajosa.

Classificação

A alvenaria estrutural, conforme o doutor em Engenharia Civil, Jefferson Sidney Ca­macho, pode ser classificada quanto ao pro­cesso construtivo empregado, quanto ao tipo de unidade ou ao material utili­za­do.

A alvenaria estrutural armada é o processo construtivo em que, por necessidade estrutural, os elementos resistentes (es­truturais) possuem uma armadura pas­siva de aço. Essas armaduras são dispostas nas cavidades dos blocos que são pos­teriormente preenchidas com micro­concreto (Graute). A alvenaria estrutural armada pode ser adotada em edifica­ções com mais de 20 pavimentos. São normalmente executados com blocos ­vazados de concreto ou cerâmicos. O tamanho do bloco a ser utilizado é definido na fase de projeto, pois é necessária a paginação de cada uma das paredes da edificação.

O processo em que existem nos elementos estruturais somente armaduras com finalidades construtivas, de modo a prevenir problemas patológicos (fissuras, concentração de tensões, etc.), é conhecido como alvenaria estrutural não armada. Esse sistema vem sendo tradicionalmente utilizado em edificações de pequeno porte como residências e ­prédios de até oito pavimentos. O tamanho do ­blo­co a ser utilizado, assim como na alvenaria armada, é definido na fase de projeto, pois também é necessária a paginação de cada uma das paredes da edi­fica­ção. Na alvenaria estrutural não ­armada a análise estrutural não deve acusar esfor­ços de tração.

Já a alvenaria estrutural parcialmente ar­mada configura o processo ­construtivo em que al­guns elementos resistentes são projetados como armados e outros como não armados.Ainda em relação ao processo construti­vo, é chamado de alvenaria estrutural protendida aquele em que existe uma ar­madura ativa de aço contida no elemento resistente.

Quanto ao tipo de unidades, a alvenaria es­trutural pode ser classificada como de tijolos ou de blocos. Em relação ao ma­­terial utilizado, ela pode ser cerâmica ou de concreto.

Existem normas sobre a alvenaria estrutural e blocos de concreto. A NBR 6136/94 trata sobre o bloco vazado de con­creto simples para a alvenaria estrutural. Já a NBR 5712/82 versa sobre o bloco vazado modular de concreto. Outras normas podem ser citadas: NBR 12118/06 (Blocos vazados de concreto simples para alvenaria - Métodos de ensaio), NBR 10837/89 (Cálculo de alvenaria estrutural de blo­cos vazados de concreto), NBR 8798/85 (E­xecução e controle de obras em alvena­ria estrutural de blocos vazados de concreto) e NBR 8215/83 (Prismas de blocos vazados de concreto simples para alvenaria estrutural - Preparo e ensaio à compressão).

Autores: Marcos Paulo Cielo, Aline P. Gomes, Adalberto Pandolfo, Marcele S. Martins, Regis C. da Silva e Sérgio Bordignon

Confira o artigo na íntegra na Edição 222 da Revista Proteção

Ilustração: Beto Soares/Revista Proteção

terça-feira, 22 de junho de 2010

Acidente na construção sobe acima da média

O aumento do ritmo de atividade na construção civil trouxe junto uma elevação no número de acidentes de trabalho. Em 2008, foram 49 mil acidentes nesse setor, um número 70% maior que o total registrado em 2004, segundo a Previdência Social. Os números de 2009 e 2010 ainda não estão disponíveis, mas a evolução das notificações de fiscalização e de acidentes do Ministério do Trabalho indica que os acidentes continuaram a aumentar em 2009 e 2010.

O crescimento de 70% dos acidentes na construção civil de 2004 a 2008 foi maior que o observado no total dos setores, onde a alta foi de 60% no mesmo período. E considerando apenas o crescimento de 2008 sobre 2007, os acidentes da construção civil saltaram 31,5%, diante de 13% no conjunto dos setores.

Responsabilidade empresarial

Para os empresários do setor e também para a Previdência Social, essa alta no número de acidentes no setor está relacionada ao forte aumento das contratações. Entre 2004 e 2009, o número de pessoas empregadas na construção civil cresceu 81%. Para o Ministério Público do Trabalho, contudo, as empresas estão falhando ao não conseguirem crescer reduzindo as ocorrências. "As companhias não estão respondendo satisfatoriamente, o que mostra a necessidade de haver uma ação focada nesse setor, já que a perspectiva é de que os investimentos continuem muito altos", diz Alessandro Miranda, procurador do Trabalho.

O aquecimento do setor sem respostas aos problemas da Segurança no Trabalho tem motivado ações específicas do Ministério Público e da Previdência Social. Os acidentes na construção têm crescido em nível acima dos demais, praticamente acompanhando o aumento das contratações.

Renato Romano, diretor do Sinduscon-SP, diz que as empresas também estão preocupadas com a questão e contesta a afirmação de que elas não têm agido contra o problema. Ele explica que o trabalho do setor privado tem sido no sentido de reduzir a informalidade e investir em qualificação. "As grandes empresas estão mais atentas para não contratar terceirizadas com funcionários informais", diz ele.

Treinamento e gerenciamento de segurança

Os números, porém, preocupam o Ministério da Previdência Social, que vê seus custos crescerem para atender o contingente de acidentados. "O crescimento da construção tem submetido um número maior de trabalhadores a risco, por isso a atividade deve ser desenvolvida com um investimento maior em segurança e treinamento", diz Remígio Todeschini, diretor do Departamento de Políticas de Saúde Segurança Ocupacional do Ministério da Previdência.

A entrada de novos trabalhadores no setor, sem experiência e com grau menor de instrução, surge como um desafio a mais para as empresas no desenvolvimento de seus programas de segurança. "Normalmente, a construção trabalha com funcionários com baixa escolaridade e o resultado dos investimentos em profissionalização iniciados agora vai aparecer no médio e longo prazo", diz Todeschini.

Dessa forma, ele alerta que as empresas precisam tomar medidas urgentes para melhorar seus níveis de treinamento e gerenciamento de segurança, senão o cenário tende a piorar de maneira explosiva com os investimentos esperados para os próximos anos em infraestrutura. "As empresas precisam gerenciar a questão da segurança desde o início da obra", afirma o diretor da Previdência.

Causas

Para orientar a ação do setor privado, o ministério levantou que as principais causas de acidente na construção são queda, soterramento e choque elétrico. "Atacar esses três principais riscos já representa 70% dos problemas", diz Todeschini. A construção possui a maior taxa de mortalidade dentre os setores no país. Enquanto a taxa nacional de mortalidade no trabalho está em 8,46 por 100 mil vínculos, entre os trabalhadores em construção de edifícios ela é de 12,99, e em infraestrutura, de 99,16. A proporção de óbitos em relação aos acidentes, porém, diminui nos últimos anos, passando de 0,97% em 2006 para 0,72 em 2008.

Segundo Luiz Carlos Queiroz, secretário da Contcom-CUT, entidade que representa os trabalhadores da construção, é preciso aumentar o número de técnicos responsáveis pela segurança nas obras. "Nós reivindicamos que a exigência passe de um técnico a cada 70 trabalhadores para um a cada 30." Outra reivindicação é de que haja mais contratação de fiscais do Ministério do Trabalho.

De acordo com Christine Sodré Fortes, chefe do setor de Saúde e Segurança do Trabalho na Delegacia do Trabalho em Santa Catarina, foram investigados seis acidentes fatais e um grave nas atividades de construção civil de janeiro a maio deste ano. No mesmo período de 2009, foram quatro acidentes fatais e dois graves. "Até agora, a impressão que temos é que o número de acidentes no setor de construção civil cresceu", diz Christine. Ela pondera, no entanto, que o número de incidentes investigados não reflete a totalidade registrada no setor - que ainda sustenta muita informalidade.

Para o diretor do Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon-RS), Sérgio Ussan, além do aumento do nível de emprego no setor, uma razão para o crescimento do número de acidentes é a resistência de parte dos trabalhadores em usar os equipamentos de proteção. "Há uma certa cultura contra o uso de capacetes e cintos de segurança, principalmente nas cidades do interior", explicou o empresário.

De acordo com ele, que é professor do curso de pós-graduação em engenharia de segurança na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), não há estatísticas disponíveis sobre o número de acidentes no setor no Estado, mas a percepção é que a maior parte dos casos fatais ocorre devido a quedas dos trabalhadores ou de objetos sobre eles, a desmoronamentos e a descargas elétricas. Há ainda acidentes de percurso e também no segmento de manutenção predial, que não é controlado pela indústria da construção, explicou.

Ussan admite que parte dos acidentes é causada por problemas de infraestrutura nos canteiros de obras, mas segundo ele as empresas gaúchas estão se "organizando" para reduzir o número de casos com programas de treinamento e melhorias nos sistemas e equipamentos de segurança. Conforme o empresário, já há "alguns anos" o Sinduscon-RS permite que os sindicatos de trabalhadores da região metropolitana de Porto Alegre visitem as obras para fazer fiscalizações próprias.

Fonte: www.protecao.com.br

domingo, 20 de junho de 2010

Comentários sobre o problema da Orla da Praia do Forte

Prezado Luciano,

Este é um problema que qualquer engenheiro calculista tenta evitar. Idealizar o projeto, realizar os cálculos, assinar embaixo, acompanhar a construção e, de longe, aguardar a chegada de uma ressaca que irá testar a obra não é agradável. Para início de conversa há que se decidir qual será o fator de segurança. 2, 3? Numa praia, como é o caso em Cabo Frio, qual a profundidade da fundação se a velocidade da onda é de 15 Km/hora ao atingir a parede de contenção? Mas, se por acaso atingir 25 Km/hora a força será 2,5 vezes maior. Neste caso, o que fazer? É um pesadelo. Se for possível evitar, evite-se, particularmente num caso tão evidente como o de Cabo Frio. As dunas foram aterradas e o limite imposto pela Natureza foi alterado. Imaginar que a construção de outra parede será a solução corresponde a garantir que o fenômeno natural não ocorrerá, o que é um erro crasso no contexto de um projeto como o proposto. Não só ocorrerá como poderá ser duas, três vezes mais violento.

Uma abraço

Ernesto Lindgren

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Palestra: "Vulnerabilidades da Zona Costeira a Eventos Meteorológicos atuais e em perspectiva de Mudanças Climáticas”

Tendo em vista o problema que atinge o nosso litoral e a necessidade de se dicutir seriamente o assunto, a ASAERLA convida para a Palestra:

"Vulnerabilidades da Zona Costeira a Eventos Meteorológicos atuais e em perspectiva de Mudanças Climáticas”

Palestrante: Prof. Paulo Cesar Colonna Rosman, Ph.D.

Local:

  • Espaço Cultural Maria José Fernandes (Cabo Frio Leste Shopping - 2° Piso)
  • End.: Rua Francisco Mendes, 350 - Centro - Cabo Frio - RJ
  • Data: 29/06/2010Horário: 9h30min (Às 9h será servido um café)

As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo telefone (22) 2645-6524

O currículo do Prof. Rosman pode ser acessado através do link:

http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4787979J9

Sua presença é muito importante.

ASAERLA - Associação de Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Orla da Praia do Forte

As obras de contenção da orla da praia do forte, onde estão sendo colocadas pedras para conter a fúria da maré alta estão deixando a praia com aspecto horroso. No entanto, essa é uma medida urgente e necessária nesse momento. A Prefeitura deve apresentar um novo projeto de reurbanização da orla nesta quinta-feira (17/06).

Demorou-se muito para tomar uma atitude em relação a orla, pois desde abril que estamos com maré alta e o mar em ressaca. O grande problema é que espera-se acontecer o pior para tomar alguma atitude.

Vamos antecipar aos problemas, minha gente!!!

Praia do Forte - A cicatriz no rosto da praia

pela ASAERLA (*)

Desde abril do corrente ano, logo após a atípica ressaca então ocorrida, vem a ASAERLA atuando no intuito de iniciar um projeto tecnicamente abrangente e detalhado sobre o futuro do nosso litoral, sob o duplo aspecto de sua preservação e urbanização. O primeiro plano diretor de Cabo Frio, elaborado e executado em 1841, previa que a rua paralela à praia mais próxima da linha das marés seria a atual Jorge Lóssio ou a Meira Jr., porém foi-se mais tarde avançando um pouco mais e assim por diante, até traçar-se a atual Avenida do Contorno diretamente sobre o cordão de dunas de maré, numa reta secante à curvatura normal obrigatória da praia pré-existente, assim invadindo-a no intuito de posicionar a avenida mais alta e mais próxima do mar.

Vale a pena destacar aqui que o trecho da praia em frente ao bairro Braga onde as dunas estão ainda, a duras penas, preservadas, as mudanças após a ressaca foram imperceptíveis. Mais notável ainda, não se verificou redução da faixa da praia ou quaisquer outros problemas no trecho do Algodoal vizinho imediato da sinistrada área do Malibu, apenas porque aí a pista afasta-se minimamente da orla, preservando assim o cordão de dunas ali ainda existente.

Seria ingenuidade nossa achar que essa ganância imobiliária e errônea visão urbanística, somada ao profundo descaso com estudos da engenharia oceânica, não iria ter um preço. Por sorte não tivemos vítimas.

Em recente reunião a nossa posição foi unânime na questão sobre os procedimentos para resolver o avanço do mar. Não adiantam soluções paliativas, projetadas e executadas por curiosos, ou como foi falado aqui, fazer “puxadinhos”. O problema é complexo e requer estudo por equipe multidisciplinar composta por especialistas, mesmo que seja uma solução emergencial. Só nos resta torcer para que a única solução viável não venha a ser a construção de um brutal quebra-mar de concreto com enrocamento (conforme ocorreu há um século atrás com as praias cariocas da Glória, do Flamengo e de Botafogo engolidas pela “moderna” Av. Beira-Mar), o que viria a constituir uma medonha cicatriz no rosto de uma das mais perfeitas curvaturas de praia conhecidas. Enquanto isso, estamos em negociação avançada com o laboratório de Engenharia Oceânica da COPPE/UFRJ para até o final de junho realizarmos um evento que será o ponto de partida para nossa conscientização, preparação e tomada de decisões para as mudanças que estão aí batendo em nossa porta.

Qualquer outro procedimento, fora das recomendações das normas e das técnicas de engenharia existentes, será por nós denunciado à sociedade e ao CREA-RJ, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Rio de Janeiro, que tem como meta principal proteger a sociedade do mau uso da engenharia. Essa é a nossa função.
Vale lembrar que em um episódio recente a ASAERLA se posicionou firmemente contra essa maneira de querer impor à sociedade, de forma confusa, leis que virão em futuro muito próximo influir decisivamente na nossa qualidade de vida. A função da engenharia é exatamente essa, melhorar a qualidade de vida do ser humano.

A boa ENGENHARIA, em letras maiúsculas, é capaz do inimaginário.

(*) ASAERLA - Associação dos Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos

Campanha de Cidadania Yazigi 2010


segunda-feira, 7 de junho de 2010

Orla da Praia do Forte despencou

As forte ondas que atingiram a Praia do Forte em Cabo Frio na noite de ontem, fez com que o deck da orla despencasse interditando uma das faixas da Av do Contorno. Desde a ressaca do início de abril desse ano, as ondas vinham descalçando a areia sob o deck da praia e a forte onda de ontem apenas agravou a situação.

Agora a Prefeitura terá que acelerar as obras de contenção do deck cravando perfis metálicos para conter a pista que poderá ceder com as próximas ondas mais fortes.

O deck da praia foi construído no governo do ex-prefeito e atual deputado estadual Alair Corrêa sem nenhuma preocupação em realizar contenção eficaz que segurasse as ressacas da praia. O ex-prefeito realizou apenas uma obra para embelezar a "orla do Malibu".


Espaço Câmara Cultural - Programação Junho 2010

Exposição de Artes Plásticas

  • Local: Corredor Cultural
  • Olhares cabofrienses - coletiva de Artistas
  • De 2ª a 6ª das 14:00h `as 20:00h
  • Até 18/06

Exposição de Gravuras

  • 23/06 Vernissage às 18:30h
  • Local: Corredor Cultural
  • Antes, Durante e Visível de Jorge Cerqueira e Fessal
  • 24/06 a 23/07/2010

Cine Clube

  • Exibição dos filmes toda segunda `as 18:00h
  • Tema do mês: “O Amor está no Ar”

Local: Sala Multi-uso

  • 07/06 – Love Story – Dir. Arthur Hiller – 1970
  • 14/06 – Chocolate – Dir. Lasse Hallström - 2000
  • 21/06 – Casablanca – Dir. Michael Curtiz - 1942
  • 28/06 – Shakespeare Apaixonado – Dir. John Madden - 1998

Quartas Culturais

Local: Plenário da Câmara

Cine Câmara

  • Exibição de filme seguido por Debate
  • 09/06 – quarta-feira – 18:00 h
  • Documentário: Wilson Simonal, Ninguém sabe o Duro que eu dei
  • Dir. Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal - 2008

Encontros com a cidadania

  • Debate com convidados e a participação de Estudantes
  • Gravação do Programa – Jovem TV
  • Tema em debate: Direitos Humanos e Diversidade Cultural
  • 16/06 – quarta-feira – 18:00h

Leitura Dramatizada

  • Texto: Pode ser que seja só o leiteiro lá fora
  • De: Caio Fernando AbreuCom a Oficina Livre de Teatro Ensina Encena
  • Direção Fábio Freitas
  • 30/06 – quarta-feira – 18:00h

Espaço Câmara Cultural: Av. Assunção 760, Centro, Cabo Frio (Câmara Municipal de Cabo Frio)

Coordenação: Guilherme Guaral

Tel. 2647-3636 e-mail: gguaral@ig.com.br

Toda a programação tem Entrada Franca

Curso Preparatório para Concursos em Cabo Frio

Curso Preparatório para Concursos como PM (ambos os sexos), Correios e Prefeitura

Dias: sábados e domingos;

Horários: das 13h às 18h;

Local: Igreja do Movimento Pentecostal, situada na Avenida A Esquina com Rua 4 – bairro Reserva do Peró, Cabo Frio/RJ;

Realização: CENSOMOV - Centro Social Movimento – Contribuindo com a Responsabilidade Social;

Investimento: R$ 16,00 por mês, a título de ajuda de custo;

Coordenação: Professor Luiz Cláudio;

Contato: lc.professor@hotmail.com – 9989 – 8844 / Nextel ID: 88* 18491

sexta-feira, 4 de junho de 2010


Limpeza de banheiro em posto de saúde gera insalubridade em grau máximo

A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a condenação ao município de Porto Alegre - RS (tomador de serviço), ao pagamento de adicional de insalubridade no grau máximo e reflexos a uma ex-empregada terceirizada, que foi contratada para prestar serviços nas dependências de centro de saúde vinculado à Secretaria de Saúde Municipal. No caso, o município foi condenado de forma subsidiária junto com a JRP Serviços de Administração de Feiras e Exposições Ltda. (prestadora de serviço).

A trabalhadora foi contratada para os serviços de limpeza e portaria. Segundo prova pericial, a empregada realizava a higienização de sanitários e coleta de lixo em ambiente hospitalar (posto de saúde).

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), diante disso, manteve a sentença da vara do trabalho que condenou o município ao pagamento das diferenças de adicional de insalubridade em grau máximo, por verificar que havia na atividade grande exposição a agentes biológicos decorrentes do uso das instalações por pessoas portadoras de doenças. O município recorreu da decisão ao TST.

Ao julgar o recurso, o relator, ministro Emmanoel Pereira, observa que a jurisprudência adotada pelo TST é a de que a higienização de ambientes como os descritos não está inserida na hipótese da Orientação Jurisprudencial nº 4 da SBDI-1, que se refere a lixo urbano, citando vários precedentes neste sentido.

Observa o relator que a decisão regional está em conformidade com a iterativa, notória e atual jurisprudência do TST como ensina a Súmula 333, concluindo, desta forma, pela manutenção da condenação ao negar o recurso do município.

Fonte: TST

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nota de Falecimento

O Sr Wilson Miranda faleceu nessa madrugada em Cabo Frio. O pai de Juninho Caju do PV, uma pessoa pública de Cabo Frio, era um senhor de conversa agradável. Os meus sentimentos para a família de Wilson Miranda.

terça-feira, 1 de junho de 2010



O senador Marcelo Crivella (PRB) deverá ser candidato a Deputado Federal, como puxador de legenda. Essa posição deve-se a dificuldade do senador em encontrar espaço para disputar a reeleição para Senado Federal. O prognóstico é que será o deputado federal mais votado do estado. Com isso, quem está rindo a toa é o jovem vereador de Saquarema Pedro Ricardo (PRB), único pré-candidato a deputado federal cidade do surf.



Juarez Lopes, engenheiro civil e sanitarista e ex-presidente da ASAERLA, deverá ser candidato do PV a câmara federal. A dobrada prefencial de Juarez Lopes será com o Fernando Guida de Niterói, pré-candidato a deputado estadual pelo PV.



O Prefeito Marquinho Mendes (PSDB) está articulando a retirada da pré-candidatura a deputado estadual do vereador cabofriense Alfredo Gonçalves (PPS). Com isso, Alfredo Gonçalves vai apoiar o candidato preferencial do prefeito cabofriense, o Deputado Paulo Melo (PMDB). Segundo fontes e pesquisas internas, Alfredo Gonçalves não teria chances de eleição no PPS e ainda atrapalharia a votação de Paulo Melo em Cabo Frio.



Com a saída de Alfredo Gonçalves da disputa, o ex-vereador Jânio Mendes (PDT) entrará com mais força na disputa para uma vaga à Alerj em Cabo Frio. A vice-prefeita Delma Jardim (PP), o vereador Fernando do Comilão (PSDB) e o ex-vereador Emanuel Fernandes (PSC) ambos pré-candidatos a deputado estadual não teriam a mesma força de Jânio Mendes.



As eleições municipais de 2012 sempre vem a pauta na disputa de 2010. Existe informações que a saída da disputa de Alfredo Gonçalves (PPS) seria para preservar seu nome para disputa da sucessão municipal de 2012 em Cabo Frio. Com isso, Alfredo Gonçalves (PPS) irá disputar o apoio do grupo do Marquinho Mendes com Alfredo Barreto (PT), atual secretário de governo cabofriense e que também tem seu nome lembrado para disputa de prefeito em 2012.

Cláudio Chumbinho, único pré-candidato a deputado estadual do PT na Região dos Lagos, será o único na disputa a uma vaga para Alerj em São Pedro da Aldeia, pois o ex-prefeito Paulo Lobo (PR) não será mais candidato.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Confraternização entre os Amigos de Chumbinho e os Amigos de Alfredo Barreto

No último sábado (29/05) aconteceu no campo do Novo Hamburgo, bairro Retiro, em São Pedro da Aldeia, um jogo de confraternização entre os amigos de Alfredo Barreto (Secretário de Governo de Cabo Frio) e Cláudio Chumbinho (pré-candidato a Deputado Estadual pelo PT). A festa foi bonita e o resultado do jogo (2 a 1 para os amigos de Alfredo) é que menos importa. Imagens do Ricardo Cox:

Corrigindo informação ...

Dalton Borges de Saquarema não é candidato. Um frequentador do blog passou o seguinte comentário:

"Jayle Mattos deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Curtinhas ...":
Realmente, mesmo se não tivesse com seus direitos políticos cassados o Senhor Dalton Borges náo poderia concorrer a nenhum cargo eletivo nas eleições desse ano. Em julho no ano passado o Sr. Dalton saiu do PRB e filiou-se ao PR. Pois bem, agora o Sr. Dalton desfiliou-se do PR que passou às mãos do seu ex-aliado Zequinha Martins. Vale lembrar que para que o cidadão possa ser candidato ele tem que estar filiado a um partido por no mínimo 365 dias. O que não é o caso do Sr. Dalton. Jayle Mattos "

Agradeço a todos que acessam o blog e ao Jayle pela informação.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

Curtinhas ...

O TRE-RJ cassou nesta quinta-feira (27) o mandato da prefeita de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, Rosinha Garotinho, por abuso do poder econômico. Segundo o TRE, ela foi beneficiada pelas práticas panfletárias da rádio e do jornal O Diário, durante a campanha nas eleições 2008.

Como Rosinha Garotinho obteve mais de 50% dos votos, o tribunal convocou novas eleições para o município. O uso indevido dos meios de comunicação social também levou a Corte a tornar inelegíveis por três anos a prefeita cassada e o pré-candidato ao governo do Rio, Anthony Garotinho, além de três comunicadores da rádio O Diário.

  • De volta ao Brasil, Aécio descarta vice

No seu retorno à cena política, o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), descartou hoje a possibilidade de compor como vice a chapa encabeçada pelo pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. Após um encontro no Palácio das Mangabeiras, Aécio, ao lado do governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) e do ex-presidente Itamar Franco (PPS), reafirmou a tese de que a melhor forma de ajudar na vitória de Serra e de Anastasia - pré-candidato em Minas - é "estando em Minas Gerais como candidato ao Senado."

Eng Luciano Silveira: A coisa tá ficando feia pro Serra, nem o Aécio quer ser seu vice. Ou o neto de Trancedo quer a vaga do José Serra na disputa presidencial?

  • Convocada a Seleção de Basquete para o Mundial da Turquia.

O técnico argentino Rubén Magnano fez nesta quinta-feira a sua primeira convocação no comando da seleção brasileira masculina de basquete. E, como esperado, vai apostar nas principais estrelas do País, que atuam na NBA e no basquete europeu, para a disputa do Mundial na Turquia. Magnano apresentou duas listas de convocados. A primeira tem 24 nomes, que vão se apresentar no dia 24 de junho, e vão realizar a primeira etapa de treinamentos, além de participarem do Campeonato Sul-Americano, que será realizado entre os dias 26 e 31 de julho.

  • Grupo 1: Pivôs: Fabrício de Melo - Sagemont High School (Estados Unidos); Hátila Passos - Marinos (Venezuela); Murilo - Minas Tênis Clube-MG; Rafael Ferreira - São José dos Campos-SP; JP Batista - Le Mans (França); Paulo Prestes - CB Murcia (Espanha); Rafael Hettsheimer - Xacobeo Blu Sens (Espanha); Bruno Fiorotto - Tenerife Rural (Espanha); Lucas Cipolini - Byu Hawai (Estados Unidos); Augusto Lima - Unicaja (Espanha). Alas: Marquinhos - Sutor Basket Montegranaro (Itália); Olivinha - Pinheiros-SP; Jonathan Tavernari - Byu Utah (Estados Unidos). Armadores: André Stefanelli - Paulistano-SP; André Luiz Goes - Joinville-SC; Arthur Belchior - Universo-DF; Audrei Parisotto - Joinville-SC; André Luiz Brugger - Joinville-SC; Carlos Cobos - Clinicas Rincon Axarquia (Espanha); Duda - Flamengo-RJ; Vitor Benite - Franca-SP; Fúlvio - São José dos Campos-SP; Wellington Santos - Universo-DF; Helinho - Flamengo-RJ
  • Grupo 2: Pivôs: Anderson Varejão - Cleveland Cavaliers (Estados Unidos); Tiago Splitter - Caja Laboral (Espanha); Nenê - Denver Nuggets (Estados Unidos). Alas: Guilherme Giovannoni - Universo (DF); Alex Garcia - Universo (DF); Marcelo Machado - Flamengo (RJ). Armadores: Leandrinho - Phoenix Suns (Estados Unidos); Marcelinho Huertas - Armador - Caja Laboral (Espanha); Valtinho - Armador - Universo-DF; Marcelo Machado - Armador - Flamengo-RJ. Convidados: Jordan Burger - Ala - Sevilla Cajasol (Espanha) e Raul - Armador - Minas Tênis (MG)

  • Amistoso da pré-campanha de Chumbinho (PT)

No próximo sábado (29/05) vai ser realizado um amistoso entre os amigos de Alfredo Barreto (Secretário de Governo de Cabo Frio) e os amigos de Chumbinho (PT), pré-candidato a deputado estadual. O amistoso (quer dizer "a pelada") será realizado no campo do Novo Hamburgo. Não é no Novo Hamburgo da Alemanha não. É no campo Novo Hamburgo do Retiro, em São Pedro da Aldeia.

  • Essa é para quem vai torcer pra Argentina ?

Diego Armando Maradora, técnico dos "hermanos" disse que se a Argentina ganhar a Copa da África ele ficará pelado em frente ao obelisco de Buenos Aires.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lindberg Farias visita Cabo Frio


por Lindberg Farias

"Viajei para Cabo Frio, na Região dos Lagos, nesta quarta-feira (26/5) para encontrar o governador Sérgio Cabral e o prefeito da cidade, Marquinho Mendes, na inauguração das obras de melhoria do Aereporto Internacional. O terminal serve de base para algumas operações da Petrobras e a TAM e terá três voos semanais. Fiquei bastante feliz em ver que a gestão compartilhada entre o poder público e a iniciativa privada está garantindo competitividade no aeroporto, que não é apenas estratégico para Bacia de Campos, mas também fundamental para a expansão do turismo na Região dos Lagos.

No evento, soube que as empresas que antes desembarcavam cargas nos aeroporto da Capital fluminense, agora, preferem o Aeroporto de Cabo Frio. O motivo é a agilidade na liberação das mercadorias, o que garante a máxima do mundo dos negócios: “tempo é dinheiro”. O prefeito Marquinho Mendes está de parabéns pelo excelente trabalho.

Ainda em Cabo Frio, participei da entrega de computadores portáteis para 304 alunos de escolas de oito municípios da Região dos Lagos. A iniciativa faz parte do programa “Geração Futuro”, que é um bom exemplo de incentivo à educação. Outro dia, os alunos das cidades da Baixada receberam os equipamentos. Além de fazer com que os estudantes se dediquem para atingir bom desempenho, o programa também garante que este aluno tenha acesso à internet e assim também amplie seu espaço de pesquisa e comece a traçar novas perspectivas profissionais."

Curtinhas ...

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de São Pedro da Aldeia aderiu a onda dos blogs.

Chumbinho agora também é blogueiro.

http://www.chumbinhopt.blogspot.com/

No setor elétrico, terceirizados sofrem mais acidentes


Milton trabalhava na substituição de um poste naquele fatídico dia de novembro de 1990. Era mais um dia de trabalho co­mo terceirizado para uma grande concessionária de energia elétrica mineira. A função a ser executada era a substituição de um pos­te. Naquela época, tinha apenas 23 anos e nunca havia recebido treinamento em Segurança do Trabalho. O encarregado liberou a subida ao poste. No en­tanto, a alta tensão estava ligada e o jo­­gou ao chão antes mesmo de terminar de subir. O choque que levou foi de 7.900 volts, o su­ficiente para que perdesse o bra­ço esquerdo na hora e depois de 20 dias, as duas pernas."Quando tomei a descarga de alta tensão, caí no chão e pedi para que não me dei­­xassem morrer. Com o acidente, a­pren­di tudo de novo", conta Milton Ribeiro Marcelino, hoje aos 43 anos. Assim, Mil­ton continuou sua vida: constituiu família e lutou por 18 anos para obter na justiça o direito à indenização e à pensão vitalícia. "Tenho meu filho e minha esposa. Não queria morrer e deixá-los sem nada", diz.

Quase 20 anos depois do acidente de Milton, os terceirizados continuam sendo os que mais morrem no setor elétrico. Isso é o que mostra o estudo do Sindieletro/MG (Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais) e do Dieese (Departamento In­tersindical de Estatística e Estudos So­cioeconômicos) - "Terceirização e morte no trabalho: um olhar sobre o setor elétri­co brasileiro". O relatório foi baseado nos dados da Fundação COGE (Fundação Comitê de Gestão Empresarial), que reúne 64 empresas responsáveis por 90% da energia produzida no País.

A análise mostrou que em 2008, a taxa de mortalidade da força de trabalho do se­tor elétrico foi de 32,9 mortes por ­grupo de 100 mil trabalhadores. Essa taxa entre os trabalhadores terceirizados foi 3,21 vezes maior do que a do quadro próprio, sendo de 47,5 para os terceirizados contra 14,8 para os trabalhadores próprios.

"No nosso entendimento os trabalhadores terceirizados possuem condições de tra­­balho piores em relação aos trabalhado­res próprios, que vão desde o treinamento dado para exercer a função, passa pela fal­ta ou não da utilização de ­equipamentos de proteção, e culmina com questões rela­cio­nadas a salários e benefícios menores e mesmo a falta de representação sindical", analisa o técnico do Dieese na Sub­seção do Sindieletro/MG, Fernando Du­arte.

Fernando acredita ser essencial que o tra­­balhador do setor elétrico tenha boa for­­mação técnica. No entanto, os ­menores salários do terceirizado vão contra es­se ideal. Jornadas de trabalho extensas pa­ra melhorar o ganho e a cobrança por pro­­dutividade também interferem na ques­­tão. "São fatores importantes para se com­preender a maior taxa de mortali­da­de dos trabalhadores terceirizados em re­­lação aos trabalhadores próprios", diz o téc­­nico.

"No que se refere às ações junto às contratadas, o cenário realmente não é tão oti­mista. Não acho que o problema seja o fa­to de terceirizar. Se isso for bem feito, é vá­lido. Conheço indústrias que contratam grandes e renomadas empresas para fica­rem responsáveis pela operação e manutenção elétrica do empreendimento com re­sultados altamente satisfatórios. Todavia, é preciso que se remunere razoavelmente a empresa terceirizada, para que ela possa oferecer aos seus empregados as mesmas condições de Segurança do Tra­balho que são oferecidas aos emprega­dos das empresas do setor elétrico", avalia o gerente de SST da Fundação COGE, Cesar Vianna Moreira.

O gerente da Fundação acredita que o Relatório de Estatísticas de Acidentes no Setor Elétrico Brasileiro - 2008 da institui­ção, utilizado pelo Dieese, mostra a transparência da área. "Seria muito bom pa­ra o nosso País que outros setores produtivos assim apresentassem os seus dados, a fim de que as ações preventivas ou cor­retivas seguissem as prioridades e necessidades específicas de cada segmento", afirma Moreira.

Na análise da Fundação COGE, as atividades ligadas à construção e manutenção de redes elétricas, consideradas de ­maior risco de acidentes, vêm apresentando resultados ainda insatisfatórios. No ­entanto, percebem uma queda de 30% na taxa de mortalidade entre as contratadas no ­geral, de 2004 para 2008, que foi de 67,56 para 47,49 em cada grupo de 100 mil trabalhadores. A instituição aponta ainda uma queda na taxa de gravidade.

Fonte: Revista Proteção / Foto: Benedito Maia