sexta-feira, 8 de agosto de 2014
quinta-feira, 31 de julho de 2014
EM SABATINA DA CNI, DILMA DISCUTE PROJETOS, ENQUANTO AÉCIO E CAMPOS DISCURSAM
Candidato do PSB perde pontos com promessas difíceis de cumprir. Tucano adota tom que mais agrada ao mercado financeiro que ao empresariado. Petista defende políticas atuais e promete melhorias
por Helena Sthephanowitz
MIGUEL ÂNGELO/CNI
Dilma cumprimenta representantes da indústria após sabatina. Contraposição a Aécio marca encontro
Os assessores de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) devem estar atordoados com a participação da presidenta Dilma Rousseff (PT) na sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), tamanha foi a aula de competência dela na área econômica, em contraste com o vazio de propostas e a platitude dos dois adversários.
Cada um participou em horário diferente, no formado de três entrevistas diferentes, uma com cada candidato. Todos assumiram compromissos com várias pautas apresentadas pela entidade, em geral as consensuais, já que cada candidato recebeu vários cadernos temáticos com propostas e demandas do setor.
Eduardo Campos foi o primeiro a ser sabatinado. Criticou o governo federal, apresentou propostas genéricas sobre a indústria brasileira e requentou promessas. Ao responder pergunta sobre que importância o setor da indústria vai ter no governo, Campos iniciou um discurso de que a “solução” para a melhora do setor está na política. Segundo ele “é preciso acabar com o presidencialismo de coalizão para também estimular o setor” e “a produtividade pública do Brasil é baixíssima”.
Mas, na hora de dizer o que vai fazer, foi semelhante àqueles vendedores que prometem terreno na lua. Por exemplo, fazer reformas na primeira semana de governo. Na reforma tributária, falta combinar com o Congresso Nacional, os governadores e com os grupos de pressão setoriais que atuam sobre o Legislativo. Em suma, o pernambucano perdeu pontos em uma plateia de empresários pragmáticos, bem informados e insensíveis a populismo empresarial.
Em seguida, Aécio Neves, apesar de ter boa parte da torcida ao seu lado e que o aplaudiu, decepcionou por ser evasivo. Também reclamou, criticou, mas, na hora de propor projetos, limitou-se a acenar com as medidas amargas que mais agradam ao setor financeiro do que o industrial.
Repetiu os chavões neoliberais de choque de gestão, corte de custos, privatizações, que filosoficamente agradam os empresários, mas pragmaticamente todos ali sabem que as práticas e acordos políticos que Aécio fez em Minas para ter a governabilidade são até bem mais concessivas à velha política do que as adotadas pelo atual governo federal.
Além disso, o setor produtivo não abre mão de políticas industriais promovidas por governos desenvolvimentistas, até porque todos os países ricos fazem isso, de uma forma ou de outra, para defender e crescer seu parque industrial. Por fim, Aécio retomou o tomo do retrocesso e defendeu uma das principais bandeiras do governo de Fernando Henrique Cardoso, as agências reguladoras. “O resgate das agências reguladoras parece urgente e possível de ser enfrentado nos primeiros dias de governo.”
Dilma Rousseff foi a última a falar, adotando comprometimento com seu projeto nacional, sem escapismos. Falou sobre o que foi feito em desonerações, desburocratização, redução dos custos de logística e de produção, de qualificação profissional. E falou também mirando o futuro.
Abordou política industrial e geopolítica comercial multipolar para aproveitar oportunidades no comércio com a América Latina, com o G-20 e com os Brics; falou da reforma política necessária para tornar o Estado mais eficiente e transparente, das compras governamentais com conteúdo nacional para fortalecer a indústria, dos investimentos em inovação, educação e pesquisa para aumentar a produtividade, da política energética que até os Estados Unidos fazem com o gás de xisto em vez de seguir o livre mercado. Deu uma aula sobre como o governo estadunidense faz política industrial com as agências de inteligência, recentemente envolvidas na espionagem ilegal, para desenvolvimento de sua indústria de tecnologia da informação e de comunicações, da mesma forma que o Pentágono faz com complexo industrial-militar.
Se depender só do desempenho na sabatina, muitos empresários podem ter escolhido ali sua candidata.
Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Avanços sociais fazem Brasil superar IDH médio da América Latina
| Avanços sociais fazem Brasil superar IDH médio da América Latina
Segundo estudo feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil melhorou seu índice de desenvolvimento humano (IDH) e alcançou a casa dos 0,744 ponto, em uma escala que vai de zero até um, onde quanto mais alta a nota, melhor colocado estará o país. Com este resultado, o Brasil se encontra entre os países com desenvolvimento humano alto, superando o IDH médio da América Latina, e ficando atrás apenas da Rússia dentre os países que compõe os BRICS. Os principais avanços brasileiros observados na pesquisa dizem respeito ao aumento da renda e da expectativa de vida da população, que agora alcança 73,9 anos. Segundo Andréa Bolzon, coordenadora do Atlas de Desenvolvimento Humano do Brasil, o país avançou em todas as áreas medidas no IDH (saúde, educação e renda), mas as melhorias na área de educação só serão captadas em pesquisas posteriores, quando as bases de dados estiverem atualizadas.
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sexta-feira, 18 de julho de 2014
Datafolha é piada pronta: diz que 57% de eleitores do PCO votariam em Aécio no 2o. turno
Datafolha é piada pronta: diz que 57% de eleitores do PCO votariam em Aécio no 2o. turno.
Mas o relatório da pesquisa serve como peça de humor. Caí na gargalhada ao ler.
Eis algumas pérolas.
Aécio Neves (PSDB) tornou-se um fenômeno de votos no 2o. turno entre marxistas, trotskistas, socialistas e toda a extrema esquerda, na visão do Datafolha.
Inacreditáveis 57% dos eleitores do PCO (Partido da Causa Operária) votariam no demotucano no segundo turno (lembrando sempre que é segundo a pesquisa do Instituto).
Os eleitores do PSTU ficariam perto disso, com o índice de 50% votando no neoliberalismo tucano no segundo turno.
O eleitores do PSOL vão além, e nada menos do 64% teriam como segunda opção Aécio em vez de Dilma.
Isso é o que diz o Datafolha. Na vida real vocês acham que há alguma chance de algo parecido com isto acontecer?
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Má postura no trabalho pode causar doenças crônicas
De acordo com a fisioterapeuta Silvia Canevari Barros, membro da Sociedade Brasileira de RPG e diretora do ITC Vertebral de Jundiaí, o estresse piora ainda mais os problemas na coluna. "A musculatura sofre uma tensão muito grande por causa do estresse, o que reduz a circulação sanguínea dos tecidos e comprime articulações, discos e ligamentos", explica.
O esgotamento físico e emocional causado por esses fatores, além de diminuir o rendimento do trabalhador, pode acarretar em problemas como dor de cabeça, lombalgia, cervicalgia, hipercifose (curvatura da coluna dorsal) e tendinite. "Na pior das hipóteses, doenças crônicas também podem aparecer, como escoliose e hérnia de disco", alerta a especialista. As longas horas de trabalho sentado aliadas a vícios posturais podem, ainda, ser responsáveis pelo surgimento de DORT (doença osteomuscular relacionada ao trabalho), LER (lesões por esforços repetitivos), cujos sintomas incluem distúrbios do sono, além de doenças degenerativas na coluna vertebral. Para se prevenir, é preciso praticar exercícios físicos de correção postural, como alongamento ou Pilates, além de respeitar os próprios limites. Para Silvia, fazer pausas periódicas é essencial para quem trabalha sentado. "É preciso se levantar de hora em hora, por uns cinco minutinhos, isso ativa a circulação e melhora a nutrição celular ", aconselha. Quem trabalha no computador deve adotar posturas adequadas ao se sentar. A fisioterapeuta explica que os pés devem se manter fixos numa prancha de apoio, os joelhos num ângulo de 90º e a lombar deve tocar o encosto da cadeira. "Os braços e punhos também devem ficar retos e os cotovelos apoiados sem elevar os ombros", indica. Mas cuidar da postura não é incumbência apenas de trabalhadores. Segundo a especialista, cada um deve ficar atendo à própria postura durante as tarefas do cotidiano, mas "governo e empresas tem o seu papel e responsabilidade na prevenção das patologias da coluna". O Ministério do Trabalho e Emprego alterou em 2007 a Norma Regulamentadora 17, que agora exige das empresas um laudo ergonômico que comprove que ela está em conformidade com "parâmetros que permitam a adequação das condições de trabalho, às características físicas e mentais dos funcionários, visando seu conforto, segurança, saúde e melhoria do seu desempenho". Os móveis do escritório, portanto, devem ser bem escolhidos. A cadeira deve ter rodinhas, regulagem de altura, regulagem do encosto e do apoio dos braços. O monitor deve estar posicionado na linha dos olhos, "para quem usa óculos bifocal, o monitor deve ficar um pouco abaixo da linha dos olhos para a cabeça não rodar para cima, já que a parte de baixo das lentes contém o grau ideal para leitura", explica Dra. Silvia Canevari Barros fisioterapeuta. Dra. Silvia Canevari Barros é Fisioterapeuta Responsável pela Unidade ITC Vertebral Jundiaí, pós graduada em Terapia Manual e Postural pelo Instituto Salgado Saúde Integral e especialista em RPG pelo Método Souchard. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de PRG e Instrutora de Pilates pela Escola Pilates Nova Postura. Mais informações em www.corpoecoluna.com.br
Fonte: http://www.protecao.com.br/
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sexta-feira, 20 de junho de 2014
REDE GLOBO ESCANCARA SUA FACE NAS PROXIMAS ELEIÇOES !!!
Impressionante o jornalismo baixo do Jornal Nacional.
Na edição ontem (19/06/2014), numa ação bem arquitetada o programa mostrou a pesquisa ibope de avaliação do governo e é claro enalteceu a queda de avaliação do governo.
No entanto, essa mesma pesquisa ibope fez enquete eleitoral e pasmem, o "brilhante" William Bonner sequer tocou no assunto. Sabem porquê?
Por que a pesquisa mostra o crescimento da intenção de votos da Presidenta Dilma e possibilidade de vitória no primeiro turno.
Rede Globo = LIXO DE JORNALISMO !!!
sexta-feira, 6 de junho de 2014
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Choque de gestão de Aécio expulsaria 19 milhões de pobres do Bolsa Família
Aécio Neves (PSDB) apavora de novo. Agora já planeja jogar 19 milhões de brasileiros, que saíram da linha de pobreza nos governos Lula e Dilma, ao retrocesso da vida que tinham de pobreza no governo FHC.
É o fantasma do passado atacando.
À primeira vista achei que a proposta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de mexer no Bolsa Família às vésperas da eleição era, além de mero oportunismo eleitoreiro, só coisa de "filhinho de papai" mimado, que mora na avenida mais cara do Rio de Janeiro de frente para o mar, e que não tem a menor noção das necessidades das pessoas mais pobres.
Coisa de quem não sabe como é a vida de lavradores de baixa renda, que vivem em lugares longe, de populações ribeirinhas, de vila de pescadores distantes, de pessoas que não tiveram oportunidade nem de se alfabetizar ainda. De mães que trabalham o dia inteiro e ainda tem que cuidar dos filhos.
Mas é muito pior do que isso.
O projeto do tucano quer exigir de maiores de idade que façam obrigatoriamente cursos de qualificação profissional. Se não fizerem, perderão o pagamento do Bolsa Família. Isso no projeto do Aécio, que não vai ser aprovado, porque seria um enorme retrocesso.
Na teoria poderia ser até uma tese aceitável, afinal como ser contra alguém que vive em situação de pobreza se qualificar melhor? Aliás, o Ministério do Desenvolvimento Social já faz isso. Oferece o Pronatec Brasil Sem Miséria, onde 1,2 milhão de beneficiários do Bolsa Família já se matricularam em cursos profissionalizantes e técnicos. Mas, diferente do projeto do Aécio, ninguém é expulso do Bolsa Família se não conseguir vaga imediatamente ou se viver em um lugar onde ainda não há cursos.
Só que na prática a proposta de Aécio é um desastre. Por mais que Lula e Dilma tenham investido em escolas técnicas, cursos profissionalizantes e assistência técnica rural, ainda não há como atender todo mundo do dia para noite, seja por haver famílias que vivem mais isoladas das cidades onde há os cursos, em um país continental como o nosso. Seja por trabalharem e o horário dos cursos não encaixar. Seja porque outros governos como o de FHC/PSDB/Aécio não fizeram sua parte no passado, deixando gente demais para trás, sem qualificação. Agora Lula e Dilma estão tirando o atraso e de forma acelerada. Até agora, só no Pronatec já são quase 7 milhões de matrículas.
Além do mais, cursos profissionalizantes precisam ser focados, de acordo com as potencialidades de trabalho em cada região. Não funciona levar um curso de soldagem industrial para o sertão rural sem indústrias, e não funciona cursos relacionados à agricultura familiar para quem vive em metrópoles sem área para cultivo. Os próprios cursos precisam ser elaborados, precisam de professores que sabem o que ensinam, para dar resultado, para o cidadão sair do curso e ter condição de arranjar um emprego ou empreender um pequeno negócio de sucesso, mesmo que seja em casa.
Pelo projeto do Aécio, um auxiliar de pedreiro que precisa do Bolsa Família, em vez de especializar-se em sua área, teria que fazer curso de manicure, se só tivesse vagas neste curso. E como obrigar uma mãe que precisa trabalhar o dia inteiro, e ainda tem que cuidar dos filhos, a frequentar um curso profissionalizante, se ela não tem horário livre? Só tucano mesmo, para propor uma coisa destas.
A proposta de Aécio é um desastre porque é óbvio que quanto menos desenvolvida a região, quanto menor o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), menos tem disponibilidade de cursos técnicos e de instrutores, ainda. Como expulsar estes adultos do Bolsa Família antes dos cursos técnicos chegarem até eles? É desumano. É condená-los de volta à fome. A conta não fecha.
Aliás a conta fecha sim, de forma maquiavélica. É a conta do "choque de gestão", das medidas amargas, do arrocho, do FMI, do Armínio Fraga. A conta é expulsar 19 milhões de pessoas do Bolsa Família, cortando verbas sociais.
Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, que tem os números à mão, cerca de 20 milhões de adultos são beneficiários do Bolsa Família. Como tucano nunca gostou de investir em escola técnica pública para pobre (*) se pelo menos mantivesse as vagas do Pronatec Brasil Sem Miséria (em vez de cortar), 19 milhões iriam ter o Bolsa Família cortado porque não conseguiriam fazer o ensino técnico.
Entenderam o plano maquiavélico da tucanada?
Há outros absurdos na proposta de Aécio, como não entender que no Pronatec tem vagas para quem tem o ensino médio, outras vagas são para diferentes níveis de escolaridade, e há pessoas no Bolsa Família que já são idosas, outras que precisam terminar o EJA (Educação de Jovens e Adultos). Há uma diversidade de casos que não tem como cumprir as exigências que o tucano quer impor numa canetada.
O objetivo do Pronatec não é apenas para os beneficiários do Bolsa Família, é também para nós brasileiros não perdermos as oportunidades de empregos que se abrem. Senão a Petrobrás e seus fornecedores iriam acabar tendo que contratar estrangeiros para conseguir explorar o pré-sal, por exemplo, por falta de mão de obra brasileira.
(*) No governo do FHC/PSDB/Aécio eles fizeram uma lei para proibir o governo federal de fazer escola técnica. É mole?
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Eleições 2014 - Vale tudo na hora "H" !
Em época de costura para aliança eleitoral, vale tudo para para conseguir uns minutinhos a mais no tempo para propaganda eleitoral no rádio e na TV.
A última foi o vereador carioca César Maia (DEM), até então pré-candidato a governador, anunciando um possível apoio ao governador Pezão (PMDB). Diga-se e passagem que César Maria é vereador ferrenho de oposição ao prefeito carioca Eduardo Paes (PMDB).
Nessa eleição para governador o que estará em jogo é a manutenção da forma conservadora de governar ou uma mudança para esquerda nesta forma. São dois projetos claros: o conservador, com as candidaturas de Pezão (PMDB), Garotinho (PR) e Crivela (PRB) e o de esquerda popular-democrática com a candidatura do Senador Lindberg Farias (PT).
Vamos ver quem estará com quem até as convenções oficiais e depois da Copa do Mundo quando a eleição realmente esquentar.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Palestra no PT/Cabo Frio, tema: O PT E QUESTÃO RACIAL. Dia 24 de maio de 2014
A Secretária de Formação Política do Diretório Municipal do PT de Cabo Frio, convida seus Filiados, Dirigentes e Simpatizantes para uma palestra cujo tema é:
Segue Convite
O PT e Questão Racial.
Segue Convite
terça-feira, 13 de maio de 2014
PV se une com PT e PC do B em aliança de esquerda no Rio de Janeiro.
O senador Lindbergh Farias, anunciou nesta segunda-feira dia 12/05/2014, a aliança com o Partido Verde para as eleições estaduais. Foi anunciado também que o ambientalista Roberto Rocco (PV) será o pré-candidato a vice-governador. Lindberg Farias, tenta a ampliação dessa aliança em torno de sua candidatura e ganhar tempo de rádio e televisão na propaganda eleitoral gratuita.
Presidenta do diretório estadual do PV, Carla Piranda não compareceu ao evento por contas de problemas de saúde. Na sexta-feira, ela comandou a reunião do partido que decidiu pela aliança com o PT e o PC do B. Ela foi representada pelo vice, Carlos Sion.
O próximo alvo da cúpula de PT e PV, além do PC do B, é a atrair o PDT. Os netos do ex-governador Leonel Brizola são simpáticos à ideia, mas o presidente do partido, Carlos Lupi, negocia apoio ao governador Pezão.
terça-feira, 8 de abril de 2014
Tarso Genro: “anti-política da mídia gera graves desigualdades eleitorais”

Tarso Genro: “As eleições deste ano serão atípicas, pois, ao mesmo tempo que sofremos um efeito brutal da crise mundial, que nos atinge todos os dias, a oposição não tem qualquer credibilidade para vencer e governar o país. ” (Foto: Ramiro Furquim/Sul21)
Por Marco Weissheimer no Sul 21
“A anti-política, presente nos grandes meios de comunicação dominantes do país, é uma forma refinada de fazer política, que gera graves desigualdades nas disputas eleitorais, no âmbito da democracia, como estamos vendo aqui no Rio Grande do Sul”. A afirmação é do governador Tarso Genro (PT) que, em entrevista ao Sul21, aponta aquelas que considera ser as principais premissas da disputa eleitoral este ano no Estado. O chefe do Executivo não quis comentar diretamente o resultado da pesquisa Ibope, contratada pela RBS, divulgada neste fim de semana e que coloca dois ex-jornalistas da empresa, Ana Amélia Lemos (PP) e Lasier Martins (PDT), na liderança das disputas para o Piratini e o Senado, respectivamente, mas criticou a distorção que essas candidaturas de personalidades midiáticas causam na política.
“A campanha eleitoral destes indivíduos, às vezes transita por décadas, contra aqueles que estão nas agruras do dia-a-dia, na ação política, expondo-se na plenitude do debate democrático e arriscando, frequentemente, o seu patrimônio moral e material e, não raro, atacados, com ou sem causa, pela grande mídia”, diz Tarso Genro.
Qual sua avaliação sobre o resultado a pesquisa Ibope divulgada neste final de semana pela RBS?
Tarso Genro: Não vou comentar a pesquisa sobre a disputa sobre o Governo do Estado porque, neste momento, acho mais importante discutirmos as premissas políticas mais amplas, sobre as quais se realiza esta eleição, do que as preferências eleitorais momentâneas. As eleições deste ano serão atípicas, pois, ao mesmo tempo que sofremos um efeito brutal da crise mundial, que nos atinge todos os dias, a oposição não tem qualquer credibilidade para vencer e governar o país. Nas eleições anteriores, os efeitos da crise do capitalismo ainda atingiam pouco o Brasil, mas agora eles estão cobrando a conta. Precisam extorquir dos Brics – através de um novo surto de elevação dos juros – os avanços que conquistamos no último período, para assim financiar a recuperação das suas economia deterioradas.
E quais seriam essas premissas políticas mais amplas que estariam no centro da disputa eleitoral de 2014?
Tarso Genro: É visível que, tanto aqui no Estado, como nacionalmente, não só os candidatos alinhados com o patrimônio político do PT e de Lula estão sob ataque, desta vez, articulado e muito mais pesado do que em outras oportunidades. Mas é visível, também, que se amplia o processo de desmoralização das instituições políticas de Estado e dos partidos em geral, promovido conscientemente pela grande mídia.
Alimenta-se, nacionalmente, a perspectiva de surto inflacionário (ao mesmo tempo que são secundarizados os casos de corrupção demo-tucanos); a Copa deixa de ser um grande evento mundial de caráter esportivo e torna-se um problema para as finanças públicas; faz-se uma forte tentativa de deterioração do patrimônio público com ataques para destruir a Petrobrás e desvalorizar o BNDES; e, sobretudo, acentua-se a campanha para desvalorizar a política e os políticos, tornando os desvios de conduta e as ilegalidades, um patrimônio negativo de todos os partidos; aí, indistintamente, sejam partidos de oposição, de direita, esquerda ou de ultraesquerda: é a busca do fim da política para colocar, em lugar dela, a técnica, o pragmatismo e a insensibilidade burocrática, que sempre foi uma característica de uma direita específica, aquela alinhada com o neoliberalismo e com a redução das funções públicas do Estado, que não é, aliás, uma característica de toda a direita.
Trata-se de uma tática golpista de novo tipo. À medida que você desvaloriza os ritos democráticos e republicanos, tornando regra o que é, não exceção, mas parte minoritária do jogo político, você cansa as pessoas da democracia e começa ser quebrado o ovo da serpente: o cansaço da democracia leva as pessoas comuns a terem saudades do autoritarismo e do silêncio das ruas. Como hoje não podem contar com as Forças Armadas, que estão profissionalizadas e cumprindo as suas funções constitucionais, o caminho mais adequado é a desmoralização do público, a desmoralização dos partidos e a desmoralização dos políticos em geral. Mas, prestem atenção, à medida que fazem isso fabricam seus próprios políticos, extraídos do seu meio ou não, como fizerem com o desaparecido Demóstenes e tentaram fazer com o atual Presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que, no particular, não aceitou o papel que tentaram lhe reservar.
Quais setores políticos e sociais, na sua avaliação, estariam abraçando isso que chama de “tática golpista de novo tipo”? O seu diagnóstico aponta também uma articulação desses setores com empresas de comunicação. Como essa aliança estaria se expressando, na prática?
Tarso Genro: Não se trata de uma simples conspiração, na qual as pessoas reúnem-se no escuro e resolvem terminar com o projeto democrático em construção ou em renovação, em muitos países do mundo. Trata-se de uma nova forma, operada através dos grandes grupos de mídia, de partidarização, no âmbito da democracia política moderna, dos meios de comunicação de massa. É um recurso político para sustentar os interesses imediatos das novas elites mundiais, controladoras dos fluxos financeiros e da acumulação especulativa, para que o lucro e os pagamentos da dívidas públicas não sofram qualquer restrição. Estas elites, é óbvio, juntamente com o Estado – que é refém destas mesmas elites credoras – financiam, não só através da publicidade, os grandes grupos de mídia, que tratam a política, a cultura, a violência, segundo os seus valores e os seus interesses mercantis, não segundo o seu dever constitucional.
Assim como os Estados, hoje, são refém da especulação financeira global em função da dívida pública, os grandes grupos de comunicação – locais e globais – são extensões deste mesmo poder e tornam-se partidarizados; ou seja, tornam-se partes do jogo político, muito menos informando e muito mais orientando o Estado, segundo a sua visão de mundo e as suas necessidades como empresas. Ao mesmo tempo, proclamam o fracasso do Estado e também tentam selecionar os que podem, ou não governar. O sucesso desta investida é sempre relativo, pois, como hoje temos a informação circulando em redes e outros meios alternativos de informação, embora o jogo político torne-se desigual, ainda é um jogo político dentro da democracia, ainda que, neste caso, relativa.
Relativa porque, na disputa política entre partidos no âmbito do Parlamento, por exemplo, você tem ataques e respostas, respostas e ataques, em condições de igualdade. Mas, nos ataques, às vezes manipulados ou nas mentiras deslavadas da mídia partidarizada, as condições de disputa não são democráticas. As respostas que dão os partidos ou os agentes políticos, em geral, são publicadas apenas de forma residual ou manipuladas, em termos editoriais, quando, não raro, os jornais ou TVs não partem para novos ataques, sem publicar qualquer resposta.
Qual deve ser, na sua opinião, a resposta que deve ser dada a essa tática?
Tarso Genro: Isto serve para qualquer Partido. A solução, para isso, não é, evidentemente, qualquer tipo de censura ou mesmo atacar, em geral, os jornalistas que estão ali trabalhando, como os empregados trabalham em qualquer empresa, a saber, dentro da estratégia empresarial dos donos do negócio. A solução é pactuar novas regras para a democratização das concessões, regrar a obrigatoriedade de pluralizar a informação política, qualificar a rede pública, em todos os âmbitos, bem como travar uma batalha em torno de uma ética pública sobre as finalidades da comunicação, para que ela seja menos mercadoria, menos violência, mais cultura e informação isenta e de qualidade.
Essa última pesquisa Ibope aponta na liderança da corrida eleitoral para o governo do Estado e para o Senado dois ex-jornalistas da RBS que tiveram uma grande exposição midiática nas últimas décadas. Isso chega a representar um fator de desequilíbrio?
Tarso Genro: Esta pesquisa, em especial, aponta um sintoma nas eleições estaduais que confirma as análises que costumo fazer sobre a grande mídia, como partido, naquele sentido de ser parte do debate político para, de forma unilateral, desconstituir as instituições políticas e transitar voluntariamente ou automaticamente, se quiserem, seus interesses.
Não tomem estas observações como crítica pessoal a um candidato, mas como revelação do que ele enseja, com a sua candidatura. É um jornalista que dedicou grande parte da sua vida a colocar a política e os partidos como envoltos num mar de corrupção e de incompetência, fazendo uma figuração de profeta das mazelas de todos em defesa da comunidade e da pureza da suas próprias intenções. Sem direito às respostas, é óbvio, na mesma proporção dos seus ataques.
Ora, é um estilo bem conhecido na estado atual da crônica política nacional e, até aí, nada demais. Mas, logo ele se torna candidato ao Senado e então aparece, nas disputas para aquela casa da Federação, sem ter tido qualquer participação na vida partidária, no contencioso democrático público ou na gestão pública. E aparece com larga vantagem sobre dois ex-Governadores e uma ex-Senadora, todos com extensa vida partidária e sobre os quais não pende qualquer passivo moral ou penal. Sua apresentação pública como candidato ocorre, depois dele ter tido um largo espaço, em horário nobre na TV em que trabalha, para anunciar que a sua candidatura vem para corrigir as mazelas da vida pública e purificar a esfera da política, com a sua personalidade invulgar.
Ora, que ele aproveite esta oportunidade faz parte da nossa democracia, mas seu proveito não pode nos impedir de manifestar a convicção de que a anti-política, presente nos grandes meios de comunicação dominantes do país, é uma forma refinada de fazer política, que gera graves desigualdades nas disputas eleitorais, no âmbito da democracia, como estamos vendo aqui no Rio Grande do Sul, não só no Senado.
Que desigualdades são estas exatamente, na sua avaliação?
Tarso Genro: A campanha eleitoral destes indivíduos, às vezes transita por décadas, contra aqueles que estão nas agruras do dia-a-dia, na ação política, expondo-se na plenitude do debate democrático e arriscando, frequentemente, o seu patrimônio moral e material e, não raro, atacados, com ou sem causa, pela grande mídia. O que é surpreendente é que os partidos, todos, inclusive os chamados de extrema esquerda, muitas vezes são coniventes com a sua própria utilização para degradar a política. Na hora de tirar proveito, os partidos em geral tem sempre a tentação de pactuar com a grande mídia a sua condição de udenismo bossa nova. Ressalte-se, também, que nem todos os candidatos que vêm da mídia fizeram o seu prestígio atacando a política e os partidos. Muitos trabalharam na profissão que abraçaram de forma comum, até mesmo prestando serviços de interesses público à comunidade.
Qual o impacto que esse seu discurso crítico sobre a atuação das grandes empresas de mídia na política pode ter junto ao eleitorado?
Tarso Genro: Às vezes as pessoas me perguntam porque, como Governador, eu entro em debates como esse, pois isso pode me prejudicar com setores da classe média, que frequentemente formam as suas opiniões através desta grande mídia, ordinariamente sem maior profundidade. Por dois motivos, eu sempre digo: primeiro, porque prezo a liberdade de imprensa e porque sei que no interior – mesmo dentro das grandes empresas de comunicação – tem muitas pessoas respeitáveis politicamente, que prezam os valores democráticos; segundo, porque hoje estamos lidando com uma luta mais complexa do que simplesmente lutar pela democracia. É uma luta contra a degradação da República e da democracia, ambas torturadas pelo fato dos Estados de Direito se tornarem reféns do capital financeiro especulativo. E esta situação estimula um novo tipo de golpismo, que é o de corroer a viabilidade da democracia como momento importante para construir novos patamares de igualdade e solidariedade social.
terça-feira, 1 de abril de 2014
segunda-feira, 31 de março de 2014
PT-RJ promove Seminário "RJ - O ESTADO E SUAS CIDADES" com a presença do Senador Lindberg Farias
O PT do Rio promove hoje seminário "RJ - O estado e suas cidades" com a participação do senador Lindberg Farias.

Dia: 31/03/2014
Hora:18:00
Local: Auditório da CAARJ
Av. Marechal Câmara, 210
Centro - Rio de Janeiro

Dia: 31/03/2014
Hora:18:00
Local: Auditório da CAARJ
Av. Marechal Câmara, 210
Centro - Rio de Janeiro
sexta-feira, 28 de março de 2014
HOMENAGEM A EDSON LUIS - "MATARAM UM ESTUDANTE. PODIA SER SEU FILHO!" - 28 de Março de 1968
"MATARAM UM ESTUDANTE. PODIA SER SEU FILHO!"
28 de Março de 1968
Edson Luís de Lima Souto, paraense, estudante secundarista, na época com 18 anos de idade, há dois meses morava, estudava e trabalhava no Rio de Janeiro e frequentava o restaurante "Calabouço".

Morto pela Polícia Militar durante protesto contra o fechamento do restaurante que atendia estudantes no Centro da cidade. Seus colegas resgataram seu corpo em meio ao confronto para garantir que os militares não desaparecessem com ele. Pessoas que saíam de uma missa feita em homenagem a Edson foram atacadas pela cavalaria da Polícia Militar e outra missa foi proibida pelo governo, e a Igreja cercada pela cavalaria e Fuzileiros Navais.
Após seu assassinato vários protestos massivos se espalharam por todo país contra o Regime Militar. Desde então o dia 28 de março ficou conhecido como Dia do Estudante. (Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos)
GELEL (Grêmio Estudantil Livre Edson Luis) - Colégio Municipal Rui Barbosa é uma homenagem a este estudante.
Fiz parte do GELEL nos anos de 1991 e 1992.
EDSON LUÍS, PRESENTE !!!!
ASAERLA promove Workshop de Planejamento e Controle de Obras em Cabo Frio
A ASAERLA organizou um Workshop de Planejamento e Controle de Obras, que foi realizado nos dias 26 e 27/03, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), em Cabo Frio, com carga horária de 12 horas.
Com os esforços e parceria da ASAERLA e do SENGE-RJ, o curso que tem o investimento de R$700,00, foi oferecido gratuitamente aos associados e estudantes dos cursos de Engenharias da UVA.
Na abertura do Workshop participaram Engº Luciano Silveira, representando a ASAERLA, o Engº Luiz Antônio Cosenza, representando o SENGE, e a Engª Eliene Flora, representando a UVA.
Com os esforços e parceria da ASAERLA e do SENGE-RJ, o curso que tem o investimento de R$700,00, foi oferecido gratuitamente aos associados e estudantes dos cursos de Engenharias da UVA.
Na abertura do Workshop participaram Engº Luciano Silveira, representando a ASAERLA, o Engº Luiz Antônio Cosenza, representando o SENGE, e a Engª Eliene Flora, representando a UVA.
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
Encontro Estadual do PT-RJ aprova por unanimidade a candidatura do Sen. Lindbergh Farias a Governador do RJ em 2014
No último sábado (22/02/2014) foi realizado na quadra GRES Acadêmicos do Salgueiro, bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, o ENCONTRO ESTADUAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT) que aprovou por unanimidade a candidatura de Lindbergh Farias a Governador do Estado do Rio de Janeiro, nas eleições de outubro de 2014.
O evento contou com as presenças do Presidente Nacional do PT Rui Falcão, do Governador-RS Tarso Genro (PT), do ex-ministro do trabalho e deputado federal Brizola Neto (PDT), de toda bancada de deputados federais e estaduais do PT, membros de outros partidos como o vereador cabofriense Aquilles Barreto (SDD) e mais de 5.000 militantes do PT de todo o Estado do Rio de Janeiro.
O Encontro foi uma festa linda que a muito tempo não se via dentro do PT-RJ e a militância ficou empolgada para esse grande desafio do PT.
Da Região dos Lagos, participaram os vereadores petistas Ayron Freixo (Arraial do Cabo), Dr Marcelo Amaral (Arauama), Eduardo Kita (Cabo Frio), Robinho do RX (São Pedro da Aldeia), o vice-prefeito de Arraial do Cabo Reginaldo Mendes, o ex-prefeito de Silva Jardim Marcelo Zelão, entre outros militantes e dirigentes partidários como o Profº Sergio Rodrigues ( São Pedro da Aldeia).
Tenho a certeza que o Partido dos Trabalhadores do RJ tomou a decisão certa e o Senador Lindbergh Farias será o futuro Governador do Estado do Rio de Janeiro.
| Sérgio Rodrigues, Marcelo Zelão e Luciano Silveira |
| Vereadores Robinho RX e Dr Marcelo Amaral |
| Companheiros de Cabo Frio Italo e Chiquinho Rangel |
| Prefeito de Maricá e Presidente PT-RJ Washington Quaquá no discurso da defesa da candidatura do PT |
| Ex-ministro do trabalho e deputado federal Brizola Neto (PDT) defendendo a candidatura de Lindbergh ao Governo RJ |
| Presidente do PC do B-RJ defendendo apoio a Candidatura PT |
| João Pedro Stédile |
| Presidente Nacional do PT Rui Falcão ratificando a decisão do PT-RJ. |
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
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