sexta-feira, 30 de maio de 2014

Choque de gestão de Aécio expulsaria 19 milhões de pobres do Bolsa Família

Aécio Neves (PSDB) apavora de novo. Agora já planeja jogar 19 milhões de brasileiros, que saíram da linha de pobreza nos governos Lula e Dilma, ao retrocesso da vida que tinham de pobreza no governo FHC. 


É o fantasma do passado atacando.

À primeira vista achei que a proposta do senador Aécio Neves (PSDB-MG) de mexer no Bolsa Família às vésperas da eleição era, além de mero oportunismo eleitoreiro, só coisa de "filhinho de papai" mimado, que mora na avenida mais cara do Rio de Janeiro de frente para o mar, e que não tem a menor noção das necessidades das pessoas mais pobres.

Coisa de quem não sabe como é a vida de lavradores de baixa renda, que vivem em lugares longe, de populações ribeirinhas, de vila de pescadores distantes, de pessoas que não tiveram oportunidade nem de se alfabetizar ainda. De mães que trabalham o dia inteiro e ainda tem que cuidar dos filhos.

Mas é muito pior do que isso.

O projeto do tucano quer exigir de maiores de idade que façam obrigatoriamente cursos de qualificação profissional. Se não fizerem, perderão o pagamento do Bolsa Família. Isso no projeto do Aécio, que não vai ser aprovado, porque seria um enorme retrocesso.

Na teoria poderia ser até uma tese aceitável, afinal como ser contra alguém que vive em situação de pobreza se qualificar melhor? Aliás, o Ministério do Desenvolvimento Social já faz isso. Oferece o Pronatec Brasil Sem Miséria, onde 1,2 milhão de beneficiários do Bolsa Família já se matricularam em cursos profissionalizantes e técnicos. Mas, diferente do projeto do Aécio, ninguém é expulso do Bolsa Família se não conseguir vaga imediatamente ou se viver em um lugar onde ainda não há cursos.

Só que na prática a proposta de Aécio é um desastre. Por mais que Lula e Dilma tenham investido em escolas técnicas, cursos profissionalizantes e assistência técnica rural, ainda não há como atender todo mundo do dia para noite, seja por haver famílias que vivem mais isoladas das cidades onde há os cursos, em um país continental como o nosso. Seja por trabalharem e o horário dos cursos não encaixar. Seja porque outros governos como o de FHC/PSDB/Aécio não fizeram sua parte no passado, deixando gente demais para trás, sem qualificação. Agora Lula e Dilma estão tirando o atraso e de forma acelerada. Até agora, só no Pronatec já são quase 7 milhões de matrículas.

Além do mais, cursos profissionalizantes precisam ser focados, de acordo com as potencialidades de trabalho em cada região. Não funciona levar um curso de soldagem industrial para o sertão rural sem indústrias, e não funciona cursos relacionados à agricultura familiar para quem vive em metrópoles sem área para cultivo. Os próprios cursos precisam ser elaborados, precisam de professores que sabem o que ensinam, para dar resultado, para o cidadão sair do curso e ter condição de arranjar um emprego ou empreender um pequeno negócio de sucesso, mesmo que seja em casa.

Pelo projeto do Aécio, um auxiliar de pedreiro que precisa do Bolsa Família, em vez de especializar-se em sua área, teria que fazer curso de manicure, se só tivesse vagas neste curso. E como obrigar uma mãe que precisa trabalhar o dia inteiro, e ainda tem que cuidar dos filhos, a frequentar um curso profissionalizante, se ela não tem horário livre? Só tucano mesmo, para propor uma coisa destas.

A proposta de Aécio é um desastre porque é óbvio que quanto menos desenvolvida a região, quanto menor o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), menos tem disponibilidade de cursos técnicos e de instrutores, ainda. Como expulsar estes adultos do Bolsa Família antes dos cursos técnicos chegarem até eles? É desumano. É condená-los de volta à fome. A conta não fecha.

Aliás a conta fecha sim, de forma maquiavélica. É a conta do "choque de gestão", das medidas amargas, do arrocho, do FMI, do Armínio Fraga. A conta é expulsar 19 milhões de pessoas do Bolsa Família, cortando verbas sociais.

Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, que tem os números à mão, cerca de 20 milhões de adultos são beneficiários do Bolsa Família. Como tucano nunca gostou de investir em escola técnica pública para pobre (*) se pelo menos mantivesse as vagas do Pronatec Brasil Sem Miséria (em vez de cortar), 19 milhões iriam ter o Bolsa Família cortado porque não conseguiriam fazer o ensino técnico.

Entenderam o plano maquiavélico da tucanada?

Há outros absurdos na proposta de Aécio, como não entender que no Pronatec tem vagas para quem tem o ensino médio, outras vagas são para diferentes níveis de escolaridade, e há pessoas no Bolsa Família que já são idosas, outras que precisam terminar o EJA (Educação de Jovens e Adultos). Há uma diversidade de casos que não tem como cumprir as exigências que o tucano quer impor numa canetada.

O objetivo do Pronatec não é apenas para os beneficiários do Bolsa Família, é também para nós brasileiros não perdermos as oportunidades de empregos que se abrem. Senão a Petrobrás e seus fornecedores iriam acabar tendo que contratar estrangeiros para conseguir explorar o pré-sal, por exemplo, por falta de mão de obra brasileira.

(*) No governo do FHC/PSDB/Aécio eles fizeram uma lei para proibir o governo federal de fazer escola técnica. É mole?
Fonte: Blog da Helena — Rede Brasil Atual

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Eleições 2014 - Vale tudo na hora "H" !

Em época de costura para aliança eleitoral, vale tudo para para conseguir uns minutinhos a mais no tempo para propaganda eleitoral no rádio e na TV.

A última foi o vereador carioca César Maia (DEM), até então pré-candidato a governador, anunciando um possível apoio ao governador Pezão (PMDB). Diga-se e passagem que César Maria é vereador ferrenho de oposição ao prefeito carioca Eduardo Paes (PMDB).

Nessa eleição para governador o que estará em jogo é a manutenção da forma conservadora de governar ou uma mudança para esquerda nesta forma. São dois projetos claros: o conservador, com as candidaturas de Pezão (PMDB), Garotinho (PR) e Crivela (PRB) e o de esquerda popular-democrática com a candidatura do Senador Lindberg Farias (PT).

Vamos ver quem estará com quem até as convenções oficiais e depois da Copa do Mundo quando a eleição realmente esquentar.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Palestra no PT/Cabo Frio, tema: O PT E QUESTÃO RACIAL. Dia 24 de maio de 2014

A Secretária de Formação Política do Diretório Municipal do PT de Cabo Frio, convida seus Filiados, Dirigentes e Simpatizantes para uma palestra cujo tema é:


O PT e Questão Racial. 

Segue Convite


terça-feira, 13 de maio de 2014

IV SEMINÁRIO - LEI DE AUTOVISTORIA E A ELABORAÇÃO DO LAUDO TÉCNICO DE VISTORIA PREDIAL


PV se une com PT e PC do B em aliança de esquerda no Rio de Janeiro.


O senador Lindbergh Farias, anunciou nesta segunda-feira dia 12/05/2014, a aliança com o Partido Verde para as eleições estaduais. Foi anunciado também que o ambientalista Roberto Rocco (PV) será o pré-candidato a vice-governador. Lindberg Farias, tenta a ampliação dessa aliança em torno de sua candidatura e ganhar tempo de rádio e televisão na propaganda eleitoral gratuita. 

Presidenta do diretório estadual do PV, Carla Piranda  não compareceu ao evento por contas de problemas de saúde. Na sexta-feira, ela comandou a reunião do partido que decidiu pela aliança com o PT e o PC do B. Ela foi representada pelo vice, Carlos Sion. 

O próximo alvo da cúpula de PT e PV, além do PC do B, é a atrair o PDT. Os netos do ex-governador Leonel Brizola são simpáticos à ideia, mas o presidente do partido, Carlos Lupi, negocia apoio ao governador Pezão.


terça-feira, 8 de abril de 2014

Tarso Genro: “anti-política da mídia gera graves desigualdades eleitorais”

Tarso Genro: “As eleições deste ano serão atípicas, pois, ao mesmo tempo que sofremos um efeito brutal da crise mundial, que nos atinge todos os dias, a oposição não tem qualquer credibilidade para vencer e governar o país. ” (Foto: Ramiro Furquim/Sul21)
Tarso Genro: “As eleições deste ano serão atípicas, pois, ao mesmo tempo que sofremos um efeito brutal da crise mundial, que nos atinge todos os dias, a oposição não tem qualquer credibilidade para vencer e governar o país. ” (Foto: Ramiro Furquim/Sul21)
Por Marco Weissheimer no Sul 21
“A anti-política, presente nos grandes meios de comunicação dominantes do país, é uma forma refinada de fazer política, que gera graves desigualdades nas disputas eleitorais, no âmbito da democracia, como estamos vendo aqui no Rio Grande do Sul”. A afirmação é do governador Tarso Genro (PT) que, em entrevista ao Sul21, aponta aquelas que considera ser as principais premissas da disputa eleitoral este ano no Estado. O chefe do Executivo não quis comentar diretamente o resultado da pesquisa Ibope, contratada pela RBS, divulgada neste fim de semana e que coloca dois ex-jornalistas da empresa, Ana Amélia Lemos (PP) e Lasier Martins (PDT), na liderança das disputas para o Piratini e o Senado, respectivamente, mas criticou a distorção que essas candidaturas de personalidades midiáticas causam na política.
“A campanha eleitoral destes indivíduos, às vezes transita por décadas, contra aqueles que estão nas agruras do dia-a-dia, na ação política, expondo-se na plenitude do debate democrático e arriscando, frequentemente, o seu patrimônio moral e material e, não raro, atacados, com ou sem causa, pela grande mídia”, diz Tarso Genro.
Qual sua avaliação sobre o resultado a pesquisa Ibope divulgada neste final de semana pela RBS?
Tarso Genro: Não vou comentar a pesquisa sobre a disputa sobre o Governo do Estado porque, neste momento, acho mais importante discutirmos as premissas políticas mais amplas, sobre as quais se realiza esta eleição, do que as preferências eleitorais momentâneas. As eleições deste ano serão atípicas, pois, ao mesmo tempo que sofremos um efeito brutal da crise mundial, que nos atinge todos os dias, a oposição não tem qualquer credibilidade para vencer e governar o país. Nas eleições anteriores, os efeitos da crise do capitalismo ainda atingiam pouco o Brasil, mas agora eles estão cobrando a conta. Precisam extorquir dos Brics – através de um novo surto de elevação dos juros – os avanços que conquistamos no último período, para assim financiar a recuperação das suas economia deterioradas.

E quais seriam essas premissas políticas mais amplas que estariam no centro da disputa eleitoral de 2014?
Tarso Genro: É visível que, tanto aqui no Estado, como nacionalmente, não só os candidatos alinhados com o patrimônio político do PT e de Lula estão sob ataque, desta vez, articulado e muito mais pesado do que em outras oportunidades. Mas é visível, também, que se amplia o processo de desmoralização das instituições políticas de Estado e dos partidos em geral, promovido conscientemente pela grande mídia.

Alimenta-se, nacionalmente, a perspectiva de surto inflacionário (ao mesmo tempo que são secundarizados os casos de corrupção demo-tucanos); a Copa deixa de ser um grande evento mundial de caráter esportivo e torna-se um problema para as finanças públicas; faz-se uma forte tentativa de deterioração do patrimônio público com ataques para destruir a Petrobrás e desvalorizar o BNDES; e, sobretudo, acentua-se a campanha para desvalorizar a política e os políticos, tornando os desvios de conduta e as ilegalidades, um patrimônio negativo de todos os partidos; aí, indistintamente, sejam partidos de oposição, de direita, esquerda ou de ultraesquerda: é a busca do fim da política para colocar, em lugar dela, a técnica, o pragmatismo e a insensibilidade burocrática, que sempre foi uma característica de uma direita específica, aquela alinhada com o neoliberalismo e com a redução das funções públicas do Estado, que não é, aliás, uma característica de toda a direita.
Trata-se de uma tática golpista de novo tipo. À medida que você desvaloriza os ritos democráticos e republicanos, tornando regra o que é, não exceção, mas parte minoritária do jogo político, você cansa as pessoas da democracia e começa ser quebrado o ovo da serpente: o cansaço da democracia leva as pessoas comuns a terem saudades do autoritarismo e do silêncio das ruas. Como hoje não podem contar com as Forças Armadas, que estão profissionalizadas e cumprindo as suas funções constitucionais, o caminho mais adequado é a desmoralização do público, a desmoralização dos partidos e a desmoralização dos políticos em geral. Mas, prestem atenção, à medida que fazem isso fabricam seus próprios políticos, extraídos do seu meio ou não, como fizerem com o desaparecido Demóstenes e tentaram fazer com o atual Presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que, no particular, não aceitou o papel que tentaram lhe reservar.
Quais setores políticos e sociais, na sua avaliação, estariam abraçando isso que chama de “tática golpista de novo tipo”? O seu diagnóstico aponta também uma articulação desses setores com empresas de comunicação. Como essa aliança estaria se expressando, na prática?
Tarso Genro: Não se trata de uma simples conspiração, na qual as pessoas reúnem-se no escuro e resolvem terminar com o projeto democrático em construção ou em renovação, em muitos países do mundo. Trata-se de uma nova forma, operada através dos grandes grupos de mídia, de partidarização, no âmbito da democracia política moderna, dos meios de comunicação de massa. É um recurso político para sustentar os interesses imediatos das novas elites mundiais, controladoras dos fluxos financeiros e da acumulação especulativa, para que o lucro e os pagamentos da dívidas públicas não sofram qualquer restrição. Estas elites, é óbvio, juntamente com o Estado – que é refém destas mesmas elites credoras – financiam, não só através da publicidade, os grandes grupos de mídia, que tratam a política, a cultura, a violência, segundo os seus valores e os seus interesses mercantis, não segundo o seu dever constitucional.

Assim como os Estados, hoje, são refém da especulação financeira global em função da dívida pública, os grandes grupos de comunicação – locais e globais – são extensões deste mesmo poder e tornam-se partidarizados; ou seja, tornam-se partes do jogo político, muito menos informando e muito mais orientando o Estado, segundo a sua visão de mundo e as suas necessidades como empresas. Ao mesmo tempo, proclamam o fracasso do Estado e também tentam selecionar os que podem, ou não governar. O sucesso desta investida é sempre relativo, pois, como hoje temos a informação circulando em redes e outros meios alternativos de informação, embora o jogo político torne-se desigual, ainda é um jogo político dentro da democracia, ainda que, neste caso, relativa.
Relativa porque, na disputa política entre partidos no âmbito do Parlamento, por exemplo, você tem ataques e respostas, respostas e ataques, em condições de igualdade. Mas, nos ataques, às vezes manipulados ou nas mentiras deslavadas da mídia partidarizada, as condições de disputa não são democráticas. As respostas que dão os partidos ou os agentes políticos, em geral, são publicadas apenas de forma residual ou manipuladas, em termos editoriais, quando, não raro, os jornais ou TVs não partem para novos ataques, sem publicar qualquer resposta.
Qual deve ser, na sua opinião, a resposta que deve ser dada a essa tática? 
Tarso Genro: Isto serve para qualquer Partido. A solução, para isso, não é, evidentemente, qualquer tipo de censura ou mesmo atacar, em geral, os jornalistas que estão ali trabalhando, como os empregados trabalham em qualquer empresa, a saber, dentro da estratégia empresarial dos donos do negócio. A solução é pactuar novas regras para a democratização das concessões, regrar a obrigatoriedade de pluralizar a informação política, qualificar a rede pública, em todos os âmbitos, bem como travar uma batalha em torno de uma ética pública sobre as finalidades da comunicação, para que ela seja menos mercadoria, menos violência, mais cultura e informação isenta e de qualidade.

Essa última pesquisa Ibope aponta na liderança da corrida eleitoral para o governo do Estado e para o Senado dois ex-jornalistas da RBS que tiveram uma grande exposição midiática nas últimas décadas. Isso chega a representar um fator de desequilíbrio?
Tarso Genro: Esta pesquisa, em especial, aponta um sintoma nas eleições estaduais que confirma as análises que costumo fazer sobre a grande mídia, como partido, naquele sentido de ser parte do debate político para, de forma unilateral, desconstituir as instituições políticas e transitar voluntariamente ou automaticamente, se quiserem, seus interesses.

Não tomem estas observações como crítica pessoal a um candidato, mas como revelação do que ele enseja, com a sua candidatura. É um jornalista que dedicou grande parte da sua vida a colocar a política e os partidos como envoltos num mar de corrupção e de incompetência, fazendo uma figuração de profeta das mazelas de todos em defesa da comunidade e da pureza da suas próprias intenções. Sem direito às respostas, é óbvio, na mesma proporção dos seus ataques.
Ora, é um estilo bem conhecido na estado atual da crônica política nacional e, até aí, nada demais. Mas, logo ele se torna candidato ao Senado e então aparece, nas disputas para aquela casa da Federação, sem ter tido qualquer participação na vida partidária, no contencioso democrático público ou na gestão pública. E aparece com larga vantagem sobre dois ex-Governadores e uma ex-Senadora, todos com extensa vida partidária e sobre os quais não pende qualquer passivo moral ou penal. Sua apresentação pública como candidato ocorre, depois dele ter tido um largo espaço, em horário nobre na TV em que trabalha, para anunciar que a sua candidatura vem para corrigir as mazelas da vida pública e purificar a esfera da política, com a sua personalidade invulgar.
Ora, que ele aproveite esta oportunidade faz parte da nossa democracia, mas seu proveito não pode nos impedir de manifestar a convicção de que a anti-política, presente nos grandes meios de comunicação dominantes do país, é uma forma refinada de fazer política, que gera graves desigualdades nas disputas eleitorais, no âmbito da democracia, como estamos vendo aqui no Rio Grande do Sul, não só no Senado.
Que desigualdades são estas exatamente, na sua avaliação?
Tarso Genro: A campanha eleitoral destes indivíduos, às vezes transita por décadas, contra aqueles que estão nas agruras do dia-a-dia, na ação política, expondo-se na plenitude do debate democrático e arriscando, frequentemente, o seu patrimônio moral e material e, não raro, atacados, com ou sem causa, pela grande mídia. O que é surpreendente é que os partidos, todos, inclusive os chamados de extrema esquerda, muitas vezes são coniventes com a sua própria utilização para degradar a política. Na hora de tirar proveito, os partidos em geral tem sempre a tentação de pactuar com a grande mídia a sua condição de udenismo bossa nova. Ressalte-se, também, que nem todos os candidatos que vêm da mídia fizeram o seu prestígio atacando a política e os partidos. Muitos trabalharam na profissão que abraçaram de forma comum, até mesmo prestando serviços de interesses público à comunidade.

Qual o impacto que esse seu discurso crítico sobre a atuação das grandes empresas de mídia na política pode ter junto ao eleitorado?
Tarso Genro: Às vezes as pessoas me perguntam porque, como Governador, eu entro em debates como esse, pois isso pode me prejudicar com setores da classe média, que frequentemente formam as suas opiniões através desta grande mídia, ordinariamente sem maior profundidade. Por dois motivos, eu sempre digo: primeiro, porque prezo a liberdade de imprensa e porque sei que no interior – mesmo dentro das grandes empresas de comunicação – tem muitas pessoas respeitáveis politicamente, que prezam os valores democráticos; segundo, porque hoje estamos lidando com uma luta mais complexa do que simplesmente lutar pela democracia. É uma luta contra a degradação da República e da democracia, ambas torturadas pelo fato dos Estados de Direito se tornarem reféns do capital financeiro especulativo. E esta situação estimula um novo tipo de golpismo, que é o de corroer a viabilidade da democracia como momento importante para construir novos patamares de igualdade e solidariedade social.

terça-feira, 1 de abril de 2014

segunda-feira, 31 de março de 2014

PT-RJ promove Seminário "RJ - O ESTADO E SUAS CIDADES" com a presença do Senador Lindberg Farias

O PT do Rio promove hoje seminário "RJ - O estado e suas cidades" com a participação do senador Lindberg Farias.




Dia: 31/03/2014
Hora:18:00
Local: Auditório da CAARJ
Av. Marechal Câmara, 210
Centro - Rio de Janeiro

sexta-feira, 28 de março de 2014

HOMENAGEM A EDSON LUIS - "MATARAM UM ESTUDANTE. PODIA SER SEU FILHO!" - 28 de Março de 1968


"MATARAM UM ESTUDANTE. PODIA SER SEU FILHO!"

28 de Março de 1968

Edson Luís de Lima Souto, paraense, estudante secundarista, na época com 18 anos de idade, há dois meses morava, estudava e trabalhava no Rio de Janeiro e frequentava o restaurante "Calabouço".


Morto pela Polícia Militar durante protesto contra o fechamento do restaurante que atendia estudantes no Centro da cidade. Seus colegas resgataram seu corpo em meio ao confronto para garantir que os militares não desaparecessem com ele. Pessoas que saíam de uma missa feita em homenagem a Edson foram atacadas pela cavalaria da Polícia Militar e outra missa foi proibida pelo governo, e a Igreja cercada pela cavalaria e Fuzileiros Navais.

Após seu assassinato vários protestos massivos se espalharam por todo país contra o Regime Militar. Desde então o dia 28 de março ficou conhecido como Dia do Estudante. (Centro Brasileiro de Solidariedade aos povos)



Fiz parte do GELEL nos anos de 1991 e 1992.

EDSON LUÍS, PRESENTE !!!!

ASAERLA promove Workshop de Planejamento e Controle de Obras em Cabo Frio

             A ASAERLA organizou um  Workshop de Planejamento e Controle de Obras, que foi realizado nos dias 26 e 27/03, na Universidade Veiga de Almeida (UVA), em Cabo Frio, com carga horária de 12 horas.

             Com os esforços e parceria da ASAERLA e do SENGE-RJ, o curso que tem o investimento de R$700,00, foi  oferecido gratuitamente aos associados e estudantes dos cursos de Engenharias da UVA.

         Na abertura do  Workshop participaram Engº Luciano Silveira, representando a ASAERLA, o Engº Luiz Antônio Cosenza, representando o SENGE,  e a Engª Eliene Flora, representando a UVA.









segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Encontro Estadual do PT-RJ aprova por unanimidade a candidatura do Sen. Lindbergh Farias a Governador do RJ em 2014

No último sábado (22/02/2014) foi realizado na quadra GRES Acadêmicos do Salgueiro, bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, o ENCONTRO ESTADUAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES (PT) que aprovou por unanimidade a candidatura de Lindbergh Farias a Governador do Estado do Rio de Janeiro, nas eleições de outubro de 2014.

O evento contou com as presenças do Presidente Nacional do PT Rui Falcão, do Governador-RS Tarso Genro (PT), do ex-ministro do trabalho e deputado federal Brizola Neto (PDT), de toda bancada de deputados federais e estaduais do PT, membros de outros partidos como o vereador cabofriense Aquilles Barreto (SDD) e mais de 5.000 militantes do PT de todo o Estado do Rio de Janeiro.

O Encontro foi uma festa linda que a muito tempo não se via dentro do PT-RJ e a militância ficou empolgada para esse grande desafio do PT.

Da Região dos Lagos, participaram os vereadores petistas Ayron Freixo (Arraial do Cabo), Dr Marcelo Amaral (Arauama), Eduardo Kita (Cabo Frio), Robinho do RX (São Pedro da Aldeia), o vice-prefeito de Arraial do Cabo Reginaldo Mendes, o ex-prefeito de Silva Jardim Marcelo Zelão, entre outros militantes e dirigentes partidários como o Profº Sergio Rodrigues ( São Pedro da Aldeia).

Tenho a certeza que o Partido dos Trabalhadores do RJ tomou a decisão certa e o Senador Lindbergh Farias será o futuro Governador do Estado do Rio de Janeiro.

Sérgio Rodrigues, Marcelo Zelão e Luciano Silveira








Vereadores Robinho RX e Dr Marcelo Amaral


Companheiros de Cabo Frio Italo e Chiquinho Rangel



Prefeito de Maricá e Presidente PT-RJ Washington Quaquá no discurso da defesa da candidatura do PT

Ex-ministro do trabalho e deputado federal Brizola Neto (PDT) defendendo a candidatura de Lindbergh ao Governo RJ

Presidente do PC do B-RJ defendendo apoio a Candidatura PT

João Pedro Stédile

Presidente Nacional do PT Rui Falcão ratificando a decisão do PT-RJ.


quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Brasileiro é o profissional mais estressado do mundo

O brasileiro é o profissional mais estressado do mundo, segundo pesquisa realizada pela consultoria de recrutamento Robert Half. O motivo principal é o excesso da carga de trabalho. A pressão por resultados, o excesso de trabalho e a falta de reconhecimento são fatores que tornam os profissionais brasileiros os mais estressados do mundo. A pesquisa foi feita em 13 países com diretores de grandes empresas.

No Brasil, 42% dos entrevistados afirmou que os funcionários enfrentam estresse e ansiedade, número muito acima da média mundial, que é de 11%. Os dados do Ministério da Previdência confirmam o problema: desde 2010 houve um aumento de 41,9% no número de afastamentos causados por estresse grave e dificuldade de adaptação.

"O que no passado era feito por 10,15 trabalhadores, hoje é feito por um, dois ou três. Então, há um aumento da sobrecarga mental, da responsabilidade no ambiente de trabalho e isso também gera adoecimento mental. Isso também agrava as funções psicológicas e mentais do trabalhador", analisa Marco Antonio Peres, diretor do Departamento de Políticas de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência.

Entre os sintomas causados pelo estresse estão: a fadiga mental, quando a pessoa dorme e acorda cansada, a mudança repentina de humor e a alteração de peso (tem gente que engorda ou emagrece em pouco tempo).

Em Curitiba, uma montadora criou estratégias para diminuir os efeitos da pressão por resultados, como horário flexível, academia de ginástica e aulas de dança para os funcionários.

O investimento da empresa na qualidade de vida dos trabalhadores se reflete diretamente nos resultados da montadora. Como funcionário feliz rende mais e trabalha melhor, na empresa não há afastamentos por estresse. Bom para os dois lados, empresa e empregado.

Fonte: Revista Proteção

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MTE - MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO publica Portaria MTE Nº 1885 DE 02/12/2013

Portaria MTE Nº 1885 DE 02/12/2013


MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
GABINETE DO MINISTRO
PORTARIA N.º 1.885, DE 2 DE DEZEMBRO DE 2013
(DOU de 03/12/2013 Seção I Pág. 102)
Aprova o Anexo 3 - Atividades e operações perigosas
com exposição a roubos ou outras espécies de violência
física nas atividades profissionais de segurança pessoal
ou patrimonial - da Norma Regulamentadora n.º 16 -
Atividades e operações perigosas.
       
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições que lhe
conferem o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e os arts. 155 e 200
da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 5.452, de 1º de maio
    
Art. 1º Aprovar o Anexo 3 - Atividades e operações perigosas com exposição a roubos
ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou
patrimonial – da Norma Regulamentadora n.º 16 - Atividades e operações perigosas, com a
redação constante no Anexo desta Portaria.
Art. 2º Serão descontados ou compensados do adicional outros da mesma natureza
eventualmente já concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo, nos termos do § 3º do
art. 193 da CLT.
Art. 3º Os efeitos pecuniários decorrentes do trabalho em condições de periculosidade
serão devidos a contar da data da publicação desta Portaria, nos termos do art. 196 da CLT.
Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
MANOEL DIAS
ANEXO 3 da NR-16
ATIVIDADES E OPERAÇÕES PERIGOSAS COM EXPOSIÇÃO A ROUBOS OU OUTRAS ESPÉCIES DE
VIOLÊNCIA FÍSICA NAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PESSOAL OU PATRIMONIAL
1. As atividades ou operações que impliquem em exposição dos profissionais de
segurança pessoal ou patrimonial a roubos ou outras espécies de violência física são
consideradas perigosas.
         
2. São considerados profissionais de segurança pessoal ou patrimonial os
trabalhadores que atendam a uma das seguintes condições:
       
a) empregados das empresas prestadoras de serviço nas atividades de segurança
privada ou que integrem serviço orgânico de segurança privada, devidamente registradas e
autorizadas pelo Ministério da Justiça, conforme lei 7102/1983 e suas alterações posteriores.
    
b) empregados que exercem a atividade de segurança patrimonial ou pessoal em
instalações metroviárias, ferroviárias, portuárias, rodoviárias, aeroportuárias e de bens
públicos, contratados diretamente pela administração pública direta ou indireta.
       
3. As atividades ou operações que expõem os empregados a roubos ou outras espécies
de violência física, desde que atendida uma das condições do item 2, são as constantes do
quadro abaixo:
Publicado em 03/12/2013 no Diário Oficial da União

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

AÇÃO DA ASAERLA: Prefeitura de Cabo Frio, RJ, vai regulamentar casas de veraneio

Após denúncia da ASAERLA , o  Ministério Público realizou diversas reuniões com as entidades envolvidas e, ao final dessas, chegou-se a minuta de com a regulamentação dessa atividade.

Prefeito Alair Corrêa assinará decreto que cria normas para a atividade.
Ônibus e vans de turismo só poderão transitar em horários pré-definidos.

As placas indicativas das casas de veraneio serão padronizadas (Foto: Flavio Flarys / G1)
As casas de veraneio terão que cumprir as regras para prosseguir com a atividade (Foto: Flavio Flarys / G1)

Após a polêmica ser lançada pelo Ministério Público Estadual, a Procuradoria Geral do Município deCabo Frio, Região dos Lagos do Rio de Janeiro, apresentou uma minuta em reunião na sede do MP com os tópicos relacionados às necessidades que as casas de aluguel por temporada da cidade terão que cumprir para efetuar o cadastro legal deste tipo de estabelecimento.

O descumprimento acarretará ao proprietário multa a ser estipulada pela prefeitura e, no caso de 2 reincidências, a perda da inscrição e, consequentemente, proibição da atividade. Confira, abaixo, os principais itens da minuta apresentada que foram discutidos nas reuniões realizadas no Ministério Público:

Em reuniões realizadas na quinta-feira (28/11) e nesta quarta-feira (4/12) com a presença de representantes do Ministério Público; das secretarias de Planejamento, de Turismo, de Serviços Públicos e da Procuradoria Geral do Município; da ASAERLA (Associação dos Arquitetos e Engenheiros da Região dos Lagos); da APIATI (Associação dos Proprietários de Imóveis de Aluguel por Temporada); do Corpo de Bombeiros e de outras entidades privadas interessadas na nova regulamentação, a minuta foi discutida e o resultado será encaminhado ao prefeito Alair Corrêa que aprovará, por decreto, a proposta encaminhada. Alguns tópicos ainda podem ser alterados por determinação do prefeito.
O G1 analisou toda a documentação apresentada nas reuniões (Foto: Flavio Flarys / G1)
O G1 analisou toda a documentação apresentada
nas reuniões (Foto: Flavio Flarys / G1)
- Todo proprietário de imóvel residencial de veraneio destinado à locação por temporada deverá ter CNPJ e fica obrigado a efetuar cadastro da atividade junto à Secretaria Municipal de Turismo, renovado a cada 3 anos, com um termo de responsabilidade, assinado por profissional habilitado, quanto às instalações elétricas e de gás, e com projeto de segurança contra risco de incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros;
- Com a regulamentação do imóvel, a Secretaria Municipal de Turismo emitirá uma placa no tamanho 60x40cm, onde indicará a expressão “TEMPORADA LEGAL” e o número cadastral de autorização, que será fixada na entrada do imóvel de forma visível;
- O proprietário do imóvel deverá efetuar o registro de todos os hóspedes e ônibus ou vans cujo fretamento têm como destino final a casa de veraneio. O horário de embarque e desembarque dos hóspedes terá uma tolerância máxima de 30 minutos e deverá ocorrer das 7h às 9h e de 19h às 22h (o horário pode ser flexibilizado pela prefeitura em casos de grandes eventos e restrições no trânsito);
O horário de embarque e desembarque dos hóspedes terá uma tolerância máxima de 30 minutos e deverá ocorrer das 7h às 9h e de 19h às 22h (o horário pode ser flexibilizado pela prefeitura)
- O imóvel deverá conter facilidades, de instalações e de uso, para pessoas com necessidades especiais;
- Serão obrigatórios equipamentos de segurança contra incêndios, uma sinalização que indique a saída em caso de emergência e o certificado de imunização permanente contra insetos e roedores;
- A capacidade máxima do imóvel será determinada pelo correspondente a 1,5m² por ocupante. Somente a metragem dos quartos será contabilizada. Não serão permitidos colchões adicionais. Deverá dispor, no mínimo, de uma instalação sanitária por cada três quartos, com lavatório, privada e banheiro ou chuveiro;
- Por cada casa de veraneio haverá um responsável, a quem cabe zelar pelo seu bom funcionamento, assim como assegurar o cumprimento da legislação e que responderá perante as autoridades competentes;
- É expressamente proibida a utilização dos espaços públicos, como ruas e calçadas, para realização de churrascos, festas ou comemorações e também para a utilização de aparelhagem de som instaladas em pontos fixos ou em veículos e de quaisquer instrumentos musicais.
Fonte: G1.com